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  • 28 set

    Espetáculo 1999=10 e outras atrações gratuitas acontecem hoje no CentoeQuatro

    Hoje, a partir das 20h, o agrupamento Quem Somos Nós realiza no CentoeQuatro um evento de encerramento do projeto “Circulação 1999=10 – do teatro ao espaço público”. Nos meses de agosto e setembro, os artistas levaram 10 performances em lugares de espera e passagem de Belo Horizonte, como praças, cafés, rodoviária, estações de metrô e parques. Agora, o agrupamento quer compartilhar a experiência num evento final que traz registros das vivências na rua. “A rua é adversa e inesperada. Tivemos momentos surpreendentes”, explica Dudude, responsável pela concepção e direção do trabalho. A entrada é gratuita.

    Programação de encerramento do projeto

    Durante a programação, o público vai conferir uma exposição de fotos (de Bruno Vilela) e um vídeo (de Marcelo Kraiser) que registram situações curiosas e inusitadas dos performers na rua, em interação com as paisagens urbanas e os passantes. Para receber o público no Café 104, o performer e gourmet Miller Machado preparou uma performance gastronômica surpresa. (Só estando lá para degustar!). Em seguida, mais situações inesperadas: o espetáculo 1999=10 será apresentado no escuro. O agrupamento Quem Somos Nós convoca o público para levar a sua própria lanterna. “Assim como o público tem a escolha de ver o que quiser quando a performance acontece na rua, a ideia é manter essa liberdade, quando nos apresentamos no escuro e cada espectador ilumina o que mais lhe interessa”, explica a performer Patrícia Siqueira. A programação encerra com Jam Session, embalada pelo som do DJ Vinícius Souza.

    Foto: Bruno Vilela

    Sinopse do espetáculo “1999=10”

    Nada de fato mudou! 2011 pode ser 1999, que é igual a 10. Assim como 2999 pode, algum dia, se tornar 2011, que na soma dá 12 e por aí vai! O que realmente importa? A cada manchete o papel de jornal envelhece. As notícias de hoje são outras e as mesmas de antes. Os homens são os mesmos de antes. O espetáculo 1999=10 escancara sintomas desse mundo imediatista apoiado nas aparências. Ela brinda com ironia a superfície, a prepotência, a soberba e o caos a que chegaram os “homens da caverna” do século XXI.

    Em cena, os performers estão vestidos de terno, afinal, “de terno tudo fica mais fácil”. Essa máxima foi extraída da cena original e também incorporada ao espetáculo. Além da armadura contemporânea (o terno), associada ao poder e credibilidade, os performers carregam cadeiras, jornais e muitas verdades. “As aberrações humanas não passam de seres humanos comuns, anônimos, produtos massificados, que pensam ter certeza de tudo, inclusive de que são a imagem e semelhança de Deus”, conta Dudude.

    Agrupamento Quem Somos Nós

    O agrupamento Quem Somos Nós, formado por Beatriz França, José Washington, Miller Machado, Patrícia Siqueira e Vinícius Reinaldi, surgiu de um desejo de experimentar o corpo que fala e suas possibilidades de movimento. O grupo já se conhecia de encontros de improvisação, chamados de “Jam Session”, promovidos no antigo estúdio da artista de dança Dudude.

    Em 2010, o agrupamento apresentou a Cena Curta 1999=10, em Curitiba, no Festival de Cenas Breves, e em Belo Horizonte, no Festival de Cenas Curtas. Na mesma época, o agrupamento teve a cena 1999=10 selecionada pela banca do Festival de Cenas Curtas, para a montagem de um espetáculo, dentro do projeto Cena-Espetáculo do Galpão Cine-Horto. Em 2011, o espetáculo 1999=10 estreou no Verão Arte Contemporânea. Depois, a montagem seguiu em cartaz no Teatro Alterosa. Com o projeto Circulação 1999=10 – do teatro ao espaço público, o grupo, que está sempre em movimento, propôs transformar a cena em performance com apresentações na rua e apresentar o espetáculo 1999=10 no escuro. “Nossa equipe gosta disso. O importante é estar em movimento. Gostamos de não saber ao certo onde estamos indo, e nos deixamos levar”, explica a integrante do agrupamento, Patrícia Siqueira.

    Ficha Técnica:
    Intérpretes-criadores (Quem Somos Nós): Beatriz França, José Washington, Miller Machado, Patrícia Siqueira e Vinícius Reinaldi
    Concepção e Direção: Dudude
    Produção: Patrícia Matos
    Foto: Bruno Vilela
    Vídeo: Marcelo Kraiser
    Técnico: William Gomes
    Designer Gráfico e DJ: Vinícius Souza
    Realização: Quem Somos Nós

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  • 22 set

    Festival de dança contemporânea começa nesta sexta-feira

    Entre os dias 23 e 27 de setembro, o CentoeQuatro recebe o DANCON – Liga Cultural de Dança. O evento busca promover o intercâmbio de saberes e oferecer um contato vivo entre o público e os artistas. Em sua primeira edição, o DANCON reúne em Belo Horizonte uma boa amostra do que vem sendo feito por companhias do Brasil, França e Japão. As atrações do festival também aconteceram na cidade de Governador Valadares.

    Na noite de abertura, nesta sexta-feira, 23/09, das 15 às 17h, o público pode participar de uma conversa com o grupo Artmacadam sobre improvisação e criação. A entrada é gratuita.

    E logo depois às 20h, os grupos Artmacadam (França) e Grupo X de Improvisação em Dança (Salvador/BA) apresentam o espetáculo Euphorico: Je t´aime. Com direção coletiva, Euphorico é resultado de um intercâmbio cultural (2004-2011) entre os grupos. O espetáculo tem como norte cenas criadas pelos dançarinos participantes em torno do amor e suas relações. Misturar idéias, corpos e sensações fazem parte dos diálogos em busca de concretudes móveis que sofrerão transformações a cada dia de encontro.

    Iara Cerqueira

    O elenco é formado por: Aki Katai (Yokohama/Japão), Cibele Maia (BH/MG), Clênio Magalhães (Governador Valadares/MG), Edu O. (Salvador/BA), Fafá Daltro (Salvador/BA), Hélène Charles (Cardier D’Azur/França), Isabelle Dufau (Paris/França), Wilfrid Jaubert (La Seyne Sur Mer/França).

    Os ingressos para os espetáculos custam R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada). Pagam meia-entrada estudantes com carteirinha e/ou comprovante, idosos, com apresentação de RG, pessoas nascidas no interior de Minas Gerais e de outros estados (com apresentação de RG) e artistas com posse de DRT.

    Confira aqui a programação completa.

    Mais informações: 3222.6457 | 9668.1041

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  • 22 set

    Marcelo Xavier lança livro de poesias “Tempo Todo”

    A editora Asa de Papel e Marcelo Xavier convidam o público para o lançamento do livro de poesias Tempo Todo nesta quinta-feira, dia 22 de setembro, no Café 104.

    Marcelo Xavier é autor e ilustrador de literatura infantil, artista plástico, artista gráfico, roteirista, cenógrafo e carnavalesco. Em seu ateliê, a Oficina Mágica, vem trabalhando desde 1978 com pesquisa e criação em artes visuais, audiovisuais e realizando projetos de cenografia, figurinos e adereços para teatro, dança, televisão e carnaval.

    Como autor e ilustrador já publicou dez livros que, unindo textos originais e ilustração tridimensional com massa de modelar, já receberam o reconhecimento do público e os principais prêmios literários do país.

    Foto: Myriam Vilas Boas

    Quinta-feira, 22 de setembro de 2011
    Horário: 19h30
    Entrada gratuita
    Informações e reservas: (31) 3222-6457

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  • 15 set

    “O Templo de Cada Um” realiza milagres em praça pública

    Sob a temática das manifestações religiosas, artista apresenta terceira obra de série interativa

    Mais uma vez a rotina de quem passa pela Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, ganhará um elemento extra, entre os dias 13 e 17 de setembro. No centro da praça os transeuntes poderão visitar uma grande caixa, batizada como “A Tenda dos Milagres Poéticos”, instalação interativa em moldes já conhecidos pelo público da capital mineira, criada pela artista e pesquisadora Fernanda Gomes. Do lado de dentro, o público poderá interagir diretamente com a obra que possibilita, através de dispositivos tecnológicos, a realização de três milagres – Tranformação, Ressurreição e Multiplicação. Para a artista, a ideia principal é fazer com que o espectador se sinta capaz de realizar milagres, com a ajuda da tecnologia montada nos bastidores.

    A intervenção é parte do projeto “O Templo de Cada Um”, reflexão sobre as diversas formas de manifestação da fé em ambientes comuns e fora do contexto propriamente religioso. Na busca pela interação do público com a obra, Fernanda Gomes propõe, pelo terceiro ano
    consecutivo, uma obra em que o espaço de recepção é determinante para atingir o objetivo de proporcionar o entendimento e a percepção de cada visitante.

    Paralelamente às atividades na Praça da Estação, “O Templo de Cada Um” apresenta uma exposição fotográfica homônima, em que os registros retratam a presença de elementos ‘sagrados’ em ambientes ‘profanos’, como imagens de santos ao lado de garrafas de
    bebidas em bares. As fotos foram feitas em diferentes paisagens e culturas e montam um acervo que registra pequenos altares em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Berlim, Veneza e Porto, durante os últimos seis meses. Para a artista este é o principal papel do artista:
    compartilhar com aqueles que receberão suas obras, suas descobertas, suas convicções, suas visões de mundo e seus questionamentos. “No caso da obra ‘O Templo de Cada Um’, chegou o momento de mostrar algo que é muito presente nos espaços urbanos, mas que já
    não é percebido em meio aos movimentos de cada um”, explica Fernanda..

    A exposição fotográfica será montada no Espaço CentoeQuatro. A escolha pelo local é estratégica: além de criar uma relação de proximidade com “A Tenda dos Milagres Poéticos”, a sala escolhida se assemelha a uma capela, já que tem formato retangular e três vitrais ao fundo. As fotos serão dispostas em fileiras, a exemplo dos bancos dispostos nas igrejas católicas tradicionais, e em níveis mais baixos: isto fará com que o visitante tenha que se ajoelhar para visualizar melhor a imagem, numa clara alusão ao movimento gestual comum nas missas. A relação gestual do espectador com o objeto exposto é outro aspecto fundamental da obra de Fernanda Gomes, que já apresentou fotos de camisetas penduradas em cabides, na exposição “Não sei ser rótulo”. Em “O Templo de Cada Um”, “a intenção é revelar um universo importantíssimo para delinear a cultura brasileira, que ainda está tão ligada às suas tradições, supertições, hábitos e folclores. A singularidade de cada manifestação que no dia a dia se perde nessa imensa massa em movimento será revelada. Como a fé se insere e é inserida visualmente no contexto urbano contemporâneo?”, explica e indaga a artista.

    Tornar a arte acessível ao maior número de pessoas é o grande marco das obras de Fernanda Gomes. A partir de pesquisas acadêmicas desenvolvidas durante o Doutorado em Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela trabalha na idealização de obras que têm o ambiente público como espaço de disseminação da arte interativa para públicos diversos.

    Nos anos de 2009 e 2010, Fernanda foi responsável por duas instalações interativas montadas também na Praça da Estação, em Belo Horizonte – “Não sei ser rótulo” e “Pare de me ignorar”. “A obra só tem sentido quando consegue dialogar com o público e estabele um
    aspecto relacional entre o que é proposto e o sentido que é criado em cada um”, analisa a artista, que acompanha todos os momentos da exposição, desde a montagem até a recepção e impressão do público.

    A exposição “O Templo de Cada Um” apresenta uma continuidade temática do documentário “Pelo Vermelho das Coisas”, produzido por Fernanda Gomes em 2005. No filme, a artista registrou uma viagem que teve início em Belo Horizonte e terminou na Cidade do México, em que foram registradas diversas histórias sobre vários tipos de paixões, com destaque paraa paixão pela religião e pelas manifestações de fé.

    Três caixas montadas em um local público urbano durante três anos. Foi assim que Fernanda Gomes concebeu o que hoje pode ser chamado de trilogia de instalações interativas. Com o objetivo de trazer o público para dentro de suas obras, a artista escolheu
    temas socialmente relevantes para habitarem o centro da cidade e dialogarem com o público. Os formatos das instalações foram bem aproximados, na medida em que todas foram criadas a partir de uma grande caixa que funciona com dispositivos tecnológicos
    apropriados para a interação do público.

    Em 2009, os espectadores passavam a ser o destaque da instalação “Não sei ser rótulo”, à medida em que caminhavam por uma passarela e eram assistidos por uma plateia virtual que se comportava de acordo com a atuação do público. Já em 2010, em “Pare de me ignorar”, os lugares se inverteram: o público era convidado a compor uma plateia que assistia a um desfile virtual em que os modelos reagiam de acordo com aplausos e vaias.

    Para finalizar, a última instalação, “O Templo de Cada Um”, foi pensada como uma forma de fazer com que o público seja capaz de realizar milagres poéticos.

    Exposição “O Templo de Cada Um”
    - Instalação Fotográfica “O Templo de Cada Um”
    Local: Cento e Quatro – Praça Ruy Barbosa (Praça da Estação), 104
    Data: 14 a 17 de setembro, entre 10h e 22h
    - Instalação interativa “A Tenda dos Milagres Poéticos”
    Local: Praça da Estação
    Data: 14 a 17 de setembro, entre 10h e 19h

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