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  • 24 jan

    [entrevista] 3 perguntas para Alê Abreu, diretor de ‘O Menino e o Mundo’

    * por Marcelo Miranda

    O Menino e o Mundo, longa-metragem de animação do diretor Alê Abreu, mostra o surpreendente, sonoro e colorido mundo visto pelos olhos de um menino. Além deste universo mágico e revelador, a animação traz uma sonoridade muito especial e particular.

    Longa-metragem tem música-tema composta e interpretada pelo rapper Emicida, além de trilha sonora original composta por Ruben Feffer e Gustavo Kurlat com as participações de Naná Vasconcelos, Barbatuques e GEM – Grupo Experimental de Música.

     

     

    Cine 104 - O Menino e o Mundo é uma rara animação brasileira em longa-metragem de sentido existencial, em que a trajetória do personagem parece definir aquilo que ele vai se tornar. Que tipo de inquietação mais te moveu na criação desse trabalho?

    Alê Abreu - De início, havia um projeto chamado Canto Latino, um documentário em animação, em fase de desenvolvimento, e que nunca ficou pronto. Pesquisava a história da formação da América Latina, conduzido pelas músicas de protesto dos anos 1960 e 70. Um dia encontrei nos diários das viagens que fiz, em meio as anotações do anima-doc, o desenho deste menino, um rabisco que eu havia feito. Percebi que havia nele muito mais do que um personagem carismático, um tipo de desenho, meio nervoso, cru, urgente. Acho que a inquietação inicial foi o desejo de encontrar a história daquele personagem no universo do Canto Latino. Descobrir onde um menino especial, sem voz e sem nome, caberia nesta história da “infância” dos países latino-americanos até o mundo “adulto” e agora globalizado.

    Cine 104 - O filme tem um viés infantojuvenil, mas também um fortíssimo aspecto de olhar, de “piscadas”, para o público adulto. Foi uma tentativa deliberada de atingir os dois públicos ou aconteceu naturalmente a partir da história que você escolheu narrar daquela forma?

    Alê Abreu - Nunca pensei em um público específico enquanto fazia o filme. O que me conduziu foi sempre o olhar do menino. Procurava estar o mais próximo dele. Entender aquele personagem, e ser conduzido por ele. Através do menino, descobrimos a história do filme e a forma de fazê-lo.

    Cine 104 - O mercado de animação brasileiro ainda engatinha no circuito de cinemas, mas no período de um ano tivemos ao menos dois títulos de peso, o seu e “Uma História de Amor e Fúria”, do Luiz Bolognesi. Algo está mudando?

    Alê Abreu - Sim, a animação brasileira vive um momento muito especial. Há vinte e poucos anos acompanho e participo desta história, e sempre vi a animação brasileira crescer, um passo após o outro. Há muitas pessoas, em diversos âmbitos, trabalhando para isso. Evoluímos, não só tecnicamente, mas também em linguagem. E não apenas nos longas, mas nos curtas e nas séries televisivas. Filmes como O Menino e o Mundo, Uma História de Amor e Fúria, ou Até que a Sbórnia nos Separe (ainda inédito no circuito) são o resultado desta caminhada e certamente abrirão novos caminhos.

    O menino e o mundo está em cartaz no Cine 104. Clique aqui para ler a sinopse, assistir ao trailer e conferir o horário de exibição.

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  • 21 jan

    Artistas e produtores culturais, seu projeto pode ocupar o CentoeQuatro

    O CentoeQuatro possui uma área com mais de 3 mil m² com múltiplos espaços, vãos livres, galerias com pé direito duplo e salas de diferentes tamanhos que se adaptam para abrigar exposições, oficinas, shows, lançamentos, festivais de cinema, seminários, espetáculos cênicos e performances.

    Se você é artista ou produtor cultural e tem interesse em ocupar um de nossos espaços, entre em contato com nossa equipe de produção. Envie um e-mail para programacao@centoequatro.org e producao@centoequatro.org informado: nome, e-mail, telefone, responsável; tipo de evento; período de realização; 
horário; 
estimativa de público; 
estrutura necessária
; informações sobre o projeto – apresentação, site, blog, etc.

    Projetos em leis de incentivo também podem ser propostos, mas fiquem atentos aos prazos. O tempo médio para avaliação das propostas recebidas, emissão da carta de anuência e envio de custos é de até 03 dias úteis.

    Em caso de dúvidas, entre em contato com nossa equipe de programação pelo telefone 3222.6457.

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  • 09 jan

    [entrevista] 3 perguntas para Sérgio Andrade, diretor de “A Floresta de Jonathas”

    *entrevista realizada por Marcelo Miranda

    Depois de passar por 23 festivais ao redor do mundo, o longa-metragem A Floresta de Jonathas estreia dia 03 de janeiro no Cine 104. Primeiro filme produzido em Manaus, foi dirigido pelo manauense Sergio Andrade e possui grande parte do elenco formado por amazonenses.

    Jonathas vive com os pais e o irmão Juliano em um sítio na área rural do Amazonas. A família se sustenta com a colheita e venda de frutas regionais. Uma barraca na beira da estrada é o lugar de contato com novos amigos e as novidades do mundo. Juliano é farrista e relaxado, enquanto Jonathas é mais centrado e sensível. Os irmãos conhecem Milly, uma visitante da Ucrânia, o indígena Kedassere e todos decidem passar o fim de semana em um camping. Mesmo contra a vontade paterna, Jonathas resolve ir. Seduzido por Milly e pela floresta, Jonathas empreenderá a mais transformadora de suas jornadas.

    Com um elenco praticamente todo formado por amazonenses, A Floresta de Jonathas nasce da livre inspiração de um acontecimento real, o que possibilitou uma experiência documental. Entretanto, toda a narrativa acabou sendo tomada pela ficção. O filme é uma jornada intimista, que exercita o sensorial e o imaginário. Apresentando um personagem a procura da intimidade com a floresta. A Floresta de Jonathas é um filme sobre o contato com o universo ao nosso redor, a partir do ponto de vista regional. Uma visão contemporânea da Amazônia, sem gênero especifico e sem estereótipos.

    CINE 104 - Como você definiria essa Amazônia mostrada em A Floresta de Jonathas? (mais…)

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  • 07 jan

    [entrevista] 3 perguntas para Cristiano Burlan, diretor de Mataram Meu Irmão

    * entrevista realizada por Marcelo Miranda

    CINE 104 - O filme Mataram Meu Irmão surgiu de uma experiência traumática para você, que é o assassinato do seu irmão. Como se deu a escolha por utilizar o cinema documentário para investigar e expiar essa angústia?

    Cristiano Burlan - O ofício a que me debrucei nesta vida e o meio pelo qual me expresso, ou pelo menos tento, sobre as coisas do mundo é o cinema. Foi um caminho natural querer refletir sobre a trágica história do assassinato do meu irmão. Mas em nenhum momento me coloquei numa situação de buscar uma cura, uma sublimação ou uma expiação. Realmente meu desejo foi de embate, porque não falo só sobre o assassinato do meu irmão, mas também sobre o assassinato de muitos irmãos de pessoas que moram nesta região esquecida pelo poder público, o bairro da periferia de São Paulo Capão Redondo.

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  • 03 jan

    [entrevista] 3 perguntas para Matheus Souza, diretor de Eu não Faço a Menor Ideia…

    *entrevista realizada por Marcelo Miranda

    Há cerca de três anos, o jovem diretor carioca Matheus Souza, 25 anos, estreava nas telonas com o Apenas o fim, em que Erika Mader e Gregorio Duvivier encenavam um casal às voltas com o término de seu namoro. Mudando de foco, e com Clarice Falcão no papel principal, Souza volta às salas de cinema de todo o país com Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida, que estreia nesta sexta, 03 de janeiro no Cine 104.

    No filme, Clara (Clarice Falcão) é uma jovem à procura de uma profissão para chamar de sua e vivendo um dilema muito comum à sua idade, mas que na direção de Matheus Souza ganha um colorido todo especial e delicado.

    CINE 104 - Após um filme sobre um rompimento amoroso (Apenas o Fim), agora você dirige uma história sobre as dúvidas juvenis no trabalho e no afeto. Há algo de autobiográfico nos seus roteiros ou você parte de elementos que vislumbra na vida e na própria arte?

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