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  • 23 set

    [entrevista] 3 perguntas para Marcelo Luiz de Freitas, diretor de Homônimo

    Um publicitário que se apaixonou pelo mundo do cinema e mergulhou de cabeça na produção de curtas antes mesmo de exercer sua profissão. Marcelo Luiz de Freitas descobriu o interesse pelo audiovisual ainda na faculdade e atribui o gosto à capacidade que os filmes têm de dialogar com diversas gerações.

    Marcelo dirigiu e escreveu o curta “Homônimo”, produzido em 2013 pela FORMA filmes e lançado hoje no Cine 104 Mostra: o cinema de BH. A produtora foi fundada por ele, junto com o amigo Rodrigo Oliveira, há cerca de dois anos. Outra produção de destaque da dupla é o documentário “Até quando a realidade é uma verdadeira mentira?”(2012), que teve participação em festivais nos estados do RJ e RO.

    “Homônimo” fala de um homem vivendo os medos e angústias de uma vida solitária e que percebe, após profunda reflexão, que não esta tão só em sua vida. O filme e o mercado de curtas em BH são os assuntos da nossa conversa.

    Marcelo de Freitas (esquerda) com o colega Rodrigo Oliveira

    CINE 104 -“Homônimo” foi escrito por você e é seu sexto curta, lembrando que existe outro que se chama “Urbano”. Fica nítido assim seu interesse pela cidade, que aparece logo na primeira cena da produção mais atual. Como você diria que o elemento urbano se insere em “Homônimo” e por que ele é convocado?

    MARCELO LUIZ DE FREITAS - Assim como no curta Urbano, a cidade volta a ser, no curta Homônimo, peça fundamental na narrativa. Como o próprio nome diz, somos “iguais” e vivemos em cidades que, a cada dia, nos mostram que somos diferentes e que apesar de nosso isolamento, não estamos sozinhos. Isto acaba por causar em muitos, um transtorno emocional.

    CINE 104 – A vida solitária do protagonista está relacionada de que forma, para você, com a vida moderna de todos nós no ambiente das cidades?

    MARCELO LUIZ DE FREITAS - Vivemos um paradoxo. A vida moderna nos proporciona inúmeras ferramentas capazes de nos fazer relacionar e interagir mais e melhor com o meio que vivemos. No entanto, distanciamos cada vez mais do convívio real. Seja por medo da violência, ou por não conseguirmos pertencer a certos grupos. Este distanciamento que a vida moderna, literalmente, nos obriga a buscar, cresce de forma assustadora.

    CINE 104 - Como você entende o mercado de curtas-metragem em Belo Horizonte? Você acredita que é tipo de produção colocada um pouco de lado em relação aos longas?

    MARCELO LUIZ DE FREITAS - O mercado de curtas vem ganhando espaço. Exemplo disso é o surgimento de centros culturais. É o caso do CentoeQuatro, que nos dá a oportunidade de exibir nossos trabalhos e ao mesmo tempo proporciona ao público conhecer melhor o que é um filme de curta-metragem. Infelizmente, a aceitação comercial do curta pelo público ainda é muito lenta. Muitos ainda não consideram o curta-metragem um filme, e sim uma brincadeira.

    Marcelo e Rodrigo pretendem começar este ano a produção do curta “Monofobia”. Será o encerramento da trilogia da solidão, que teve início com o curta “Urbano, passando pelo curta “Homônimo” e que será finalizada agora.

    “Homônimo” é lançado nesta terça no Cine 104 Mostra com outros dois curtas mineiros. Clique aqui e assista ao trailer, leia a sinopse e confira os horários.

     *entrevista realizada por Eduarda Rodrigues
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  • 18 set

    Boa gastronomia, charme e aconchego no Centro de BH

    Salada de folhas com queijo de cabra e presunto de Parma. Filé de peixe grelhado com moquequinha de camarão e farofa de dendê. Tarte de banana com gengibre, mel e aniz. A chegada do chef Mário Augusto Baeta trouxe novos pratos para o cardápio do Café 104 e essas são só algumas opções dos pratos e sobremesas que você pode pedir na hora do almoço no Café 104.

    A bomboniere oferece uma carta especial de cafés além de outras delícias para lanches.

    Confira o horário de funcionamento e faça uma visita:

    Almoço: de segunda a sábado, das 11h30 às 15h
    Bomboniere: segunda, das 9h às 16h20 | de terça a sábado, das 09h às 21h20 | domingo, das 16h às 21h

    Aceitamos todos os cartões de crédito e débito

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  • 09 set

    Entrevista com Felipe David Rodrigues, diretor do longa A Balada do Provisório

    A primeira obra do diretor Felipe David Rodrigues traz a história de André Provisório, um homem melancólico e transitório que se envolve com Mariana, uma atriz de teatro experimental. Como o título sugere, o longa-metragem A Balada do Provisório apresenta um herói imprevisível e que, segundo o diretor, carrega um cansaço imenso do mundo nas costas enquanto mente e seduz. Provisório renuncia, porém, a denominação de clássico malandro carioca porque trabalha, e muito, fazendo bicos.

    O filme de 2012 é uma comédia dramática, gênero curioso pelo aparente antagonismo que sugere. O próprio Felipe fala dessa relação de oposição, “é como se o primeiro anulasse o segundo”, acredita ele. Outro ponto interessante é a escolha da gravação em preto e branco, que evoca uma certa melancolia e, de acordo com o diretor, a opção se deu por uma ideia mais literária do que estética, “queria que A Balada do Provisório fosse um filme com saudade do passado do cinema”.

    Felipe desconstrói um pouco a ideia de que seu filme está inserido dentro do cinema marginal. Segundo ele, esse cinema é apenas “um dos ingredientes d’A Balada do Provisório, mas a intenção era a de fazer um filme clássico, que misturasse vários gêneros de que gosto, quebrando uma certa barreira de que tal escola ou estilo cinematográfico não dialoga com outro”.

    A narrativa é ambientada na cidade do Rio de Janeiro, basicamente entre os bairros do Catete e Laranjeiras. A famosa topografia carioca das praias e dos morros é completamente ignorada no filme, já que seus personagens não frequentam esse tipo de lugar. Eles circulam entre o centro comercial e a Zona Sul, e suas relações com a cidade se dão a partir da necessidade de composição desses personagens.

    A produção conta com um elenco que inclui Edson Zille e Thiare Maia nos papéis principais e foi selecionada para o 8º Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo. Recentemente esteve em exibição no Canal Brasil e agora chega a BH.

    O jovem diretor manda um recado para a plateia mineira dizendo que gostaria de vê-la “despreparada” para assistir seu longa. “Acho que o desarmamento do espectador diante da tela é fundamental pra que um filme possa acrescentar algo”.

    O filme está em cartaz no Cine 104. Confira a programação.

    Entrevista concedida a Eduarda Rodrigues

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