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Como Chegar

Praça Ruy Barbosa, 104 | Centro
Belo Horizonte | MG | 30.160-000
Telefone: (31) 3222-6457
contato@centoequatro.org

Funcionamento:
Café 104, Cine 104 e espaços multiuso: consulte a programação

Estacionamento conveniado: Park Box | Av. Santos Dumont, 218 | Centro | 1 Hora = R$5,00 / 2 Horas = R$10,00 / Acima de 3 Horas preço fixo = R$15,00 | Em função das obras do BRT, fique atento à sinalização para saber como fica o acesso

Acesso para deficientes

Programação

  • 11 fev 17 fev 2016

    [4ª semana] Boi Neon

    Boi Neon
    * Prêmio Especial do Júri na Mostra Horizontes do Festival de Veneza;
    * Melhor Filme no Festival do Rio 2015
    Com Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Vinícius de Oliveira e Aline Santana

    Direção – Gabriel Mascaro
    Brasil/ PE, 2015, 101 min
    Classificação indicativa – 16 anos

    → 11 a 17 de Fevereiro de 2016
    (exceto 2ª, dia 15 de Fevereiro)
    Horário: 19h

    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)


    Sinopse – Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de solta-los na arena. Levando a vida na estrada, o caminhão que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e seus colegas de trabalho: Zé, Negão, Galega e sua filha Cacá. O cotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições em Iremar: a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semi-árido nordestino. Deitado em sua rede na traseira do caminhão, sua cabeça divaga em sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e croquis. O vaqueiro esboça novos desejos.

    Detalhes

    Saiba mais
  • 11 fev 17 fev 2016

    [2ª semana] Sabor da Vida (An)

    [estreia] Sabor da Vida (An)
    * Seleção oficial da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, em 2015;
    Melhor ficção internacional na 39a Mostra de São Paulo – Prêmio do Público.

    Direção – Naomi Kawase
    Japão/ França/ Alemanha, 2015, 113 min
    Classificação indicativa – 14 anos

    →11 a 17 de Fevereiro de 2016
    (exceto 2ª, dia 15 de Fevereiro)
    Horários: 17h e 20h45

    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)

    Sinopse:

    Sentaro cuida de uma pequena padaria de bairro, que serve dorayakis – panquecas recheadas com pasta de feijão doce. Ele dá emprego a Tokue, uma senhora idosa que faz um dorayaki magnífico. Um filme sobre o tempo e a vida, realizado por uma das maiores cineastas japonesas da atualidade.

     

    Na imprensa:

    “Em “Sabor da Vida”, a cineasta Naomi Kawase retrata uma singela amizade, com toda a sutileza que é característica do cinema japonês desde os tempos de Yasujiro Ozu, e pode contar com o trunfo que é a emocionante atuação de Kirin Kiki.” (Carlos Carvalho/ Folha de São Paulo)

    “Mais do que comida e solidão, “Sabor da Vida” é sobre preconceito, tristeza, envelhecimento e respeito. É daqueles filmes que, talvez ajudados pela sabedoria oriental, conseguem transformar simplicidade em grandeza.” (Anderson Gonçalves/ Gazeta do Povo)

    “A constituição de uma família informal e a produção do alimento como metáfora da invenção dos afetos são temas evidentes do filme. Em torno deles, Kawase reafirma sua indignação acerca do envelhecimento e da morte como etapas do ciclo vital que devolve os indivíduos ao domínio da natureza.” (Cássio Starling Carlos/ Folha de São Paulo)

    “Desta vez ela (Naomi Kawasi) faz um cinema mais acessível, com a comovente história da velhinha que prepara uma pasta de feijão inigualável. Ela vai trabalhar numa lojinha de alimentos, mas a história, que poderia ter final feliz, toma outro rumo por causa do preconceito e da maldade das pessoas. Naomi faz um cinema pensativo, que dá tempo ao tempo e oportunidade para as pessoas refletirem sobre suas (nossas) vidas e maneira alienada como as levamos. No fundo, apesar de enredo tão simples, Sabor de Vida atinge nosso espírito no que ele tem de mais profundo e sensível. Impossível não se comover. E, por tudo isso, o filme faturou o Prêmio do Público. Bem merecido, por sinal.” (Luiz Zanin, Estadão)

    Comentários da Diretora Naomi Kawase:

    Cerejeiras em flor nos lembram da morte. Eu não sei de nenhuma outra árvore cujas flores florescem de uma forma tão espetacular e têm suas pétalas caindo e se espalhando tão repentinamente. É este o motivo por trás do nosso fascínio pelo florescimento das cerejeiras? É por isso que somos obrigados a ver um reflexo de nossas próprias vidas nelas?

    Sentaro, Tokue e Wakana se conhecem quando as cerejeiras estão em plena floração. As trajetórias dessas três pessoas são muito diferentes. E, no entanto, suas almas se cruzam e conhecem umas às outras nas mesmas paisagens.Nossa sociedade nem sempre está predisposta a deixar os nossos sonhos se tornarem realidade. Às vezes, ela engole as nossas esperanças. Depois de saber que Tokue está infectada com lepra, a história nos leva a uma busca pela essência do que nos torna humanos. Como diretora, eu tenho a honra e o prazer de explorar diferentes vidas através do cinema, como é o caso com este filme.

    Ao revelar a mecânica complexa desta sociedade eu espero promover uma compreensão da própria essência da existência. SABOR DA VIDA é o encontro de duas almas que se unem para enfrentar os obstáculos da vida. Quantas vezes temos de ser derrubados antes de podermos alcançar o paraíso?

    Às vezes um silêncio impenetrável nos engole. E, no entanto, a alegria resultante do compromisso e conexão com o mundo nos permite apreciar melhor suas mudanças e evolução. Através deste filme, desejo, portanto, revelar e sublinhar a
    alegria que somos capazes de sentir nestes momentos precisos.

    Ao longo de nossas vidas, há momentos em que podemos encontrar-nos preenchidos com pesar e desespero, com vontade de desistir. Apesar disso – ou talvez por causa disso – somos capazes de sustentar nossas esperanças e de continuar a ter fé no futuro.

    Entrevista com Naomi Kawase

    Como é que você teve a idéia de adaptar o livro “An” de Durian Sukegawa, publicado em 2013 no Japão?

    Na verdade, Durian Sukegawa está em um de meus filmes, Hanezu (2012), como ator. Fomos para Cannes juntos quando o filme foi selecionado para a competição e, enquanto estávamos lá, ele brevemente falou sobre a história de AN (SABOR DA VIDA). Mais tarde, ele terminou o livro e mandou para mim, e me perguntou se eu estava interessada em fazer um filme baseado nele. Então eu li o livro e fiquei atraída à forma como ele cuidadosamente traça a presença do “que é invisível” na vida. Cinema é a forma em que construímos a realidade com o que é visível, mas, ao mesmo tempo, eu acredito que o cinema possa igualmente criar a presença do que é invisível na vida e apresentá-lo para nós, como platéia.

    Quão pessoal é este filme? Como você adaptou a história do livro para o roteiro do filme?

    Quando eu estava escrevendo o roteiro eu me tranquei na biblioteca localizada dentro da propriedade da National Tama Zenshoen, que é o sanatório na periferia de Tóquio para pacientes e ex-pacientes de lepra.
    Eu também passei algum tempo caminhando sozinha dentro da floresta do sanatório, sentindo a luz natural e ventos do lugar, e conversando com alguns ex-pacientes que residem no sanatório para que eu pudesse trazer mais realidade em meu script, bem como tornar a linguagem literal em uma linguagem mais mais cinematográfica.
    Do ponto de vista pessoal, eu estava vendo um dos personagens principais, Tokue, no reflexo da minha própria mãe adotiva, que faleceu há três anos.

    Os três personagens principais do filme são pessoas solitárias que por vários motivos não se encaixam na sociedade. Como suas situações mudam no filme? O que eles passam a entender?

    Em primeiro lugar, ninguém pode viver sozinho. Isto é o que eu penso sobre nós como seres humanos. Também, a maioria de nós já experimentou algum tipo de fracasso na vida. Às vezes, essas falhas podem mudar dramaticamente a vida de uma pessoa. Ainda assim todos nós temos o poder de continuar a viver a própria vida, não importa o quê, e eu acredito que isso está dentro de nós por natureza. No entanto, por vezes, as nossas sociedades confrontam tal vontade e desejo, e
    neste filme, podemos ver o personagem principal, Tokue, sendo “roubada” da maior parte de sua vida, mas, ao mesmo tempo, ela também tinha aprendido um monte de coisas em função da situação vivida por ela. Ajudados por Tokue, que viveu e passou por muito mais, os outros dois personagens principais, Sentaro e Wakana, criam suas próprias maneiras de acreditar em quem são e se tornam capazes de tomar um passo a frente, pequeno mas muito importante, em suas próprias vidas.

    A sociedade é como um agente de exclusão? Ou você acha que as pessoas criam suas próprias barreiras?

    Nas sociedades contemporâneas, parece-me que às vezes as pessoas estão criando suas próprias barreiras. Como conseqüência, em uma escala mais ampla, essas barreiras podem nos levar a criar noções e ações de tentar se livrar dos “outros”. Às vezes alguém que de longe parece estar com raiva pode na verdade estar chorando se chegarmos perto o suficiente para ver essa pessoa. Essa pessoa pode simplesmente estar buscando o calor dos outros.

    Desta vez o filme se passa na cidade, ao contrário do seu filme anterior O Segredo das Águas, mas ainda assim a natureza é fantástica também em SABOR DA VIDA. Que papel desempenha a natureza neste filme?

    Na essência, o papel da natureza neste filme não é diferente do que o do meu filme ou filmes anteriores. A natureza é algo que nos assiste calmamente. As cerejeiras, por exemplo, não dizem uma palavra, mas elas compreendem e aceitam o que somos e como somos. Elas trazem flores toda temporada, não importa o quê, que eu acho adorável.

    Como você escolheu os atores principais?

    Para o papel de Tokue, eu discuti com Durian Sukegawa, o autor, e decidimos convidar a atriz Kiki Kirin. Ela leu a história original e aceitou nossa oferta imediatamente. Com Sentaro, fazia muito tempo que eu sonhava fazer um filme com ele, e ele também aceitou. Quanto ao papel de Wakana, levou algum tempo para finalmente decidir sobre a atriz mas, no final, decidimos por ela que é neta verdadeira de Kirin Kiki, que interpreta Tokue.

    Você acredita que coisas simples como receitas podem mudar a vida das pessoas?

    Sim, eu acredito que sim. Para ser sincera, eu realmente amo comer e não consigo resistir a pratos deliciosos. Comer boa comida faz com que minha mente fique mais criativa e feliz. Eu também acredito que ninguém fica com raiva quando come comida deliciosa.

    Detalhes

    Saiba mais

  • 11 fev 17 fev 2016

    [4ª semana] Boi Neon

    Boi Neon
    * Prêmio Especial do Júri na Mostra Horizontes do Festival de Veneza;
    * Melhor Filme no Festival do Rio 2015
    Com Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Vinícius de Oliveira e Aline Santana

    Direção – Gabriel Mascaro
    Brasil/ PE, 2015, 101 min
    Classificação indicativa – 16 anos

    → 11 a 17 de Fevereiro de 2016
    (exceto 2ª, dia 15 de Fevereiro)
    Horário: 19h

    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)


    Sinopse – Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de solta-los na arena. Levando a vida na estrada, o caminhão que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e seus colegas de trabalho: Zé, Negão, Galega e sua filha Cacá. O cotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições em Iremar: a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semi-árido nordestino. Deitado em sua rede na traseira do caminhão, sua cabeça divaga em sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e croquis. O vaqueiro esboça novos desejos.

    Detalhes

    Saiba mais
  • 11 fev 17 fev 2016

    [2ª semana] Sabor da Vida (An)

    [estreia] Sabor da Vida (An)
    * Seleção oficial da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, em 2015;
    Melhor ficção internacional na 39a Mostra de São Paulo – Prêmio do Público.

    Direção – Naomi Kawase
    Japão/ França/ Alemanha, 2015, 113 min
    Classificação indicativa – 14 anos

    →11 a 17 de Fevereiro de 2016
    (exceto 2ª, dia 15 de Fevereiro)
    Horários: 17h e 20h45

    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)

    Sinopse:

    Sentaro cuida de uma pequena padaria de bairro, que serve dorayakis – panquecas recheadas com pasta de feijão doce. Ele dá emprego a Tokue, uma senhora idosa que faz um dorayaki magnífico. Um filme sobre o tempo e a vida, realizado por uma das maiores cineastas japonesas da atualidade.

     

    Na imprensa:

    “Em “Sabor da Vida”, a cineasta Naomi Kawase retrata uma singela amizade, com toda a sutileza que é característica do cinema japonês desde os tempos de Yasujiro Ozu, e pode contar com o trunfo que é a emocionante atuação de Kirin Kiki.” (Carlos Carvalho/ Folha de São Paulo)

    “Mais do que comida e solidão, “Sabor da Vida” é sobre preconceito, tristeza, envelhecimento e respeito. É daqueles filmes que, talvez ajudados pela sabedoria oriental, conseguem transformar simplicidade em grandeza.” (Anderson Gonçalves/ Gazeta do Povo)

    “A constituição de uma família informal e a produção do alimento como metáfora da invenção dos afetos são temas evidentes do filme. Em torno deles, Kawase reafirma sua indignação acerca do envelhecimento e da morte como etapas do ciclo vital que devolve os indivíduos ao domínio da natureza.” (Cássio Starling Carlos/ Folha de São Paulo)

    “Desta vez ela (Naomi Kawasi) faz um cinema mais acessível, com a comovente história da velhinha que prepara uma pasta de feijão inigualável. Ela vai trabalhar numa lojinha de alimentos, mas a história, que poderia ter final feliz, toma outro rumo por causa do preconceito e da maldade das pessoas. Naomi faz um cinema pensativo, que dá tempo ao tempo e oportunidade para as pessoas refletirem sobre suas (nossas) vidas e maneira alienada como as levamos. No fundo, apesar de enredo tão simples, Sabor de Vida atinge nosso espírito no que ele tem de mais profundo e sensível. Impossível não se comover. E, por tudo isso, o filme faturou o Prêmio do Público. Bem merecido, por sinal.” (Luiz Zanin, Estadão)

    Comentários da Diretora Naomi Kawase:

    Cerejeiras em flor nos lembram da morte. Eu não sei de nenhuma outra árvore cujas flores florescem de uma forma tão espetacular e têm suas pétalas caindo e se espalhando tão repentinamente. É este o motivo por trás do nosso fascínio pelo florescimento das cerejeiras? É por isso que somos obrigados a ver um reflexo de nossas próprias vidas nelas?

    Sentaro, Tokue e Wakana se conhecem quando as cerejeiras estão em plena floração. As trajetórias dessas três pessoas são muito diferentes. E, no entanto, suas almas se cruzam e conhecem umas às outras nas mesmas paisagens.Nossa sociedade nem sempre está predisposta a deixar os nossos sonhos se tornarem realidade. Às vezes, ela engole as nossas esperanças. Depois de saber que Tokue está infectada com lepra, a história nos leva a uma busca pela essência do que nos torna humanos. Como diretora, eu tenho a honra e o prazer de explorar diferentes vidas através do cinema, como é o caso com este filme.

    Ao revelar a mecânica complexa desta sociedade eu espero promover uma compreensão da própria essência da existência. SABOR DA VIDA é o encontro de duas almas que se unem para enfrentar os obstáculos da vida. Quantas vezes temos de ser derrubados antes de podermos alcançar o paraíso?

    Às vezes um silêncio impenetrável nos engole. E, no entanto, a alegria resultante do compromisso e conexão com o mundo nos permite apreciar melhor suas mudanças e evolução. Através deste filme, desejo, portanto, revelar e sublinhar a
    alegria que somos capazes de sentir nestes momentos precisos.

    Ao longo de nossas vidas, há momentos em que podemos encontrar-nos preenchidos com pesar e desespero, com vontade de desistir. Apesar disso – ou talvez por causa disso – somos capazes de sustentar nossas esperanças e de continuar a ter fé no futuro.

    Entrevista com Naomi Kawase

    Como é que você teve a idéia de adaptar o livro “An” de Durian Sukegawa, publicado em 2013 no Japão?

    Na verdade, Durian Sukegawa está em um de meus filmes, Hanezu (2012), como ator. Fomos para Cannes juntos quando o filme foi selecionado para a competição e, enquanto estávamos lá, ele brevemente falou sobre a história de AN (SABOR DA VIDA). Mais tarde, ele terminou o livro e mandou para mim, e me perguntou se eu estava interessada em fazer um filme baseado nele. Então eu li o livro e fiquei atraída à forma como ele cuidadosamente traça a presença do “que é invisível” na vida. Cinema é a forma em que construímos a realidade com o que é visível, mas, ao mesmo tempo, eu acredito que o cinema possa igualmente criar a presença do que é invisível na vida e apresentá-lo para nós, como platéia.

    Quão pessoal é este filme? Como você adaptou a história do livro para o roteiro do filme?

    Quando eu estava escrevendo o roteiro eu me tranquei na biblioteca localizada dentro da propriedade da National Tama Zenshoen, que é o sanatório na periferia de Tóquio para pacientes e ex-pacientes de lepra.
    Eu também passei algum tempo caminhando sozinha dentro da floresta do sanatório, sentindo a luz natural e ventos do lugar, e conversando com alguns ex-pacientes que residem no sanatório para que eu pudesse trazer mais realidade em meu script, bem como tornar a linguagem literal em uma linguagem mais mais cinematográfica.
    Do ponto de vista pessoal, eu estava vendo um dos personagens principais, Tokue, no reflexo da minha própria mãe adotiva, que faleceu há três anos.

    Os três personagens principais do filme são pessoas solitárias que por vários motivos não se encaixam na sociedade. Como suas situações mudam no filme? O que eles passam a entender?

    Em primeiro lugar, ninguém pode viver sozinho. Isto é o que eu penso sobre nós como seres humanos. Também, a maioria de nós já experimentou algum tipo de fracasso na vida. Às vezes, essas falhas podem mudar dramaticamente a vida de uma pessoa. Ainda assim todos nós temos o poder de continuar a viver a própria vida, não importa o quê, e eu acredito que isso está dentro de nós por natureza. No entanto, por vezes, as nossas sociedades confrontam tal vontade e desejo, e
    neste filme, podemos ver o personagem principal, Tokue, sendo “roubada” da maior parte de sua vida, mas, ao mesmo tempo, ela também tinha aprendido um monte de coisas em função da situação vivida por ela. Ajudados por Tokue, que viveu e passou por muito mais, os outros dois personagens principais, Sentaro e Wakana, criam suas próprias maneiras de acreditar em quem são e se tornam capazes de tomar um passo a frente, pequeno mas muito importante, em suas próprias vidas.

    A sociedade é como um agente de exclusão? Ou você acha que as pessoas criam suas próprias barreiras?

    Nas sociedades contemporâneas, parece-me que às vezes as pessoas estão criando suas próprias barreiras. Como conseqüência, em uma escala mais ampla, essas barreiras podem nos levar a criar noções e ações de tentar se livrar dos “outros”. Às vezes alguém que de longe parece estar com raiva pode na verdade estar chorando se chegarmos perto o suficiente para ver essa pessoa. Essa pessoa pode simplesmente estar buscando o calor dos outros.

    Desta vez o filme se passa na cidade, ao contrário do seu filme anterior O Segredo das Águas, mas ainda assim a natureza é fantástica também em SABOR DA VIDA. Que papel desempenha a natureza neste filme?

    Na essência, o papel da natureza neste filme não é diferente do que o do meu filme ou filmes anteriores. A natureza é algo que nos assiste calmamente. As cerejeiras, por exemplo, não dizem uma palavra, mas elas compreendem e aceitam o que somos e como somos. Elas trazem flores toda temporada, não importa o quê, que eu acho adorável.

    Como você escolheu os atores principais?

    Para o papel de Tokue, eu discuti com Durian Sukegawa, o autor, e decidimos convidar a atriz Kiki Kirin. Ela leu a história original e aceitou nossa oferta imediatamente. Com Sentaro, fazia muito tempo que eu sonhava fazer um filme com ele, e ele também aceitou. Quanto ao papel de Wakana, levou algum tempo para finalmente decidir sobre a atriz mas, no final, decidimos por ela que é neta verdadeira de Kirin Kiki, que interpreta Tokue.

    Você acredita que coisas simples como receitas podem mudar a vida das pessoas?

    Sim, eu acredito que sim. Para ser sincera, eu realmente amo comer e não consigo resistir a pratos deliciosos. Comer boa comida faz com que minha mente fique mais criativa e feliz. Eu também acredito que ninguém fica com raiva quando come comida deliciosa.

    Detalhes

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