Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Filtrar por data

Como Chegar

Praça Ruy Barbosa, 104 | Centro
Belo Horizonte | MG | 30.160-000
Telefone: (31) 3222-6457
contato@centoequatro.org

Funcionamento:
Café 104, Cine 104 e espaços multiuso: consulte a programação

Acesso para deficientes

Programação

  • 08 dez 14 dez 2016

    BR 716 [SEGUNDA SEMANA]

    BR 716 [ SEGUNDA SEMANA ]

    * Prêmios de Melhor Filme e Melhor Diretor no 44o Festival de Cinema de Gramado

    Direção – Domingos Oliveira
    Brasil/ RJ, 2016, 85 min
    Com:  Caio Blat, Sophie Charlotte, Maria Ribeiro, Lívia de Bueno, Álamo Facó, Matheus Souza, Glauce Guima, Gabriel Antunes e Aleta Valente.

    → 8 a 14 de dezembro (exceto dias 10, sexta-feira, e 12, segunda-feira)
    Horário: 17h
    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)
    Classificação indicativa – 14 anos

    Este é um filme onde os personagens principais estão quase o tempo todo totalmente bêbedos. É a fabula da fase do álcool, da mais intensa boêmia copacabanense que termina no golpe de 64. Era o auge do samba-canção de Antônio Maria e Dolores Duran em reação talvez ao cinema americano, onde depois do primeiro beijo aparecia “The End” na tela e todos eram felizes para sempre. Uma boêmia apaixonada e desvairada como nunca houve outra.

    SOBRE O FILME – texto de Domingos Oliveira
    Sou especialista em escrever cartas enfáticas para atores e técnica na véspera das filmagens. Com uma emoção redobrada, escrevo essa que não é carta, é quase um bilhete. Temos um belo filme para fazer e todos sabem disso. Um diretor deve escolher o ator pela cena que ele não poderá se meter. O ator faz ou não tem cena. Nunca escalei tão seriamente quanto agora. Não priorizo o tipo físico nem a fama nem mesmo o talento do ator. Minha prioridade é saber se ele possui a alma do personagem. Deus repete com parcimônia seus traços básicos. Caio é poeta, Domingos também. Então está certo. Não importa o resto. Assim como Glauce possui o tipo de loucura mineira de Bel, Gabriel a sofisticação de Penan, Sophie todo encanto e sedução de Gilda e do mundo. Lívia tem a integridade suave da alemã Elisabeth, Aleta Valente traz na alma de atriz o trem do subúrbio. João Manoel é íntegro. E Adriana ainda não escalei aquele sorriso triste de assistir o fim de um mundo. Especifico esses pontos porque é a primeira vez que uso valores tão sutis numa escalação, desprezando todo o resto. Munido de seus traços básicos que nem os deuses tirarão, os atores nesse filme não representarão. Simplesmente estarão em cena, mistério nobre da sétima arte.

    Assim como foi muito pessoal a escolha do elenco, será também aquela da linguagem, do método de filmagem e da convivência dos bastidores. Teremos muitos problemas de horários, com certeza. Mas saberemos superá-los com a grandeza de nossos corações. Muita coisa não conseguirei filmar como imaginei, mas saberei fazê-lo melhor do que poderia imaginar. Enfim, liberdade não tem preço. Se tem limites, não é liberdade. É hoje o meu dia.

    Trabalharemos levemente, sem nenhum pudor de quebrar regras. Com uma equipe jovem e inexperiente, todo esse rio caudaloso que correrá por nossas montanhas, dará ao filme uma personalidade especial. Não que ele vá ser diferente dos outros, isso é pouco. Muito é que ele nunca terá sido feito antes.

    Coloquemos nossos ponteiros espirituais armados de metralhadoras diante das portas do filme. Aqui não entrará nenhum sentimento que não seja o da arte. Nenhuma narrativa que não seja a mais humana. Divertiremo-nos à beça, depois no final repetiremos internamente: “Esse valeu à pena”. Viva o cinema, aquela sétima arte que serve para retratar o mistério.
    Finalmente obrigado por tudo. Vocês terão de ter confiança absoluta em mim. Acreditar que não sairia de casa neste entardecer da vida se não tivesse muito a dizer. Se não tivesse uma paisagem humana magnífica para descrever. Um filme ao mesmo tempo ágil e reflexivo. Não inventarei situações novas fora do roteiro, como já fiz tantas vezes. Aprofundarei as existências. Darei a elas todo tempo que for preciso. Tenho tempo e artistas para me acompanhar até o meu limite e liberdade. Que mais pode um cineasta querer?

    Cada filme é o último, dizia o jovem Bergman. Depois desse, os produtores podem se cansar de mim, posso perder a vontade de fazer cinema, achar que é uma besteira. Todo filme é o último filme.

    Detalhes

    Saiba mais
  • 08 dez 14 dez 2016

    CINEMA NOVO [ ESTREIA ]

    CINEMA NOVO [ ESTREIA ]


    Direção – Eryk Rocha
    Brasil/ RJ, 2016, 90 min

    → 8 a 14 de dezembro (exceto segunda-feira, dia 12.)
    Horário: 19h e 20h40 (na sexta-feira, dia 9 de dezembro,  e terça-feira, dia 13 de dezembro, não haverá a sessão de 20h40)
    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)

    Classificação indicativa – 12 anos

    Cinema Novo é um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro.

     

    Detalhes

    Saiba mais
  • 09 dez 2016

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Sessão Comentada

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Sessão Comentada: Santos Dumont: pré-cineasta?

    ENTRADA GRATUITA com distribuição de ingressos 30 minutos antes das atividades.
    Classificação indicativa – 12 anos

    Edição do projeto [Encontros Cine 104] traz a Belo Horizonte o cineasta Carlos Adriano

    Carlos Adriano é um dos mais importantes cineastas brasileiros da atualidade. Embora desconhecido por muitos e com apenas um longa metragem realizado até então, ele vem construindo uma obra singular e impressionante, com a apropriação de materiais de arquivo e investimento em processos rigorosos de montagem, com resultados surpreendentes e encantadores. Cinéfilo, pesquisador e ensaísta, faz de sua obra um manifesto de amor ao cinema e a memória.

    PROGRAMAÇÃO
    9 de dezembro
    , sexta-feira, às 20h40
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano | Sessão comentada: Santos Dumont pré cineasta?

    10 de dezembro, sábado, às 15 horas
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano - Master Class

    SANTOS DUMONT: PRÉ-CINEASTA?
    Direção – Carlos Adriano
    Brasil/ São Paulo, 2011, 63 min

    Este documentário parte da descoberta e restauração de um raro e desconhecido carretel de fotografias reproduzidas de um filme mutoscópio, produzido em 1901, em Londres, sobre Santos Dumont (1873-1932). A obra aborda aspectos históricos e artísticos dos primórdios do cinema (pré-cinema, cinema de atrações) e do cinema de reapropriação de arquivo (found footage, filme de reciclagem), por meio de entrevistas, documentos, metáforas visuais e da articulação própria de um ensaio poético. Transfiguração do documento, monumento à memória do cinema, para o cinema e pelo cinema.

     SOBRE O FILME ‘SANTOS DUMONT: PRÉ-CINEASTA?’
    “Este é o filme mais pessoal que Carlos Adriano já fez – talvez um dos mais pessoais já feitos na história do cinema. Filme de amor. O cinema de Carlos Adriano parece sempre profundamente crente na força intrínseca das imagens em movimento e no seu poder sobrenatural de capturar, congelar e libertar o mundo. Havia em todos os seus filmes um sentimento quase palpável de um diretor que, por detrás daquelas imagens e sons nos dizia: ‘aqui está o mistério, vocês não vêem?’.”

    Eduardo Valente (2010, revista Cinética)

    “O documentário baseado em materiais de arquivo também conheceu um rejuvenescimento significativo na última década. Os filmes, fotos e arquivos sonoros preexistentes passaram a ser usados não apenas como evidências e ilustrações, mas como matéria-prima para jogos intertextuais, signos disponíveis para uma outra escrita radicalmente original. Mas o nome mais profundamente identificado com uma renovação do olhar sobre os arquivos é sem dúvida Carlos Adriano. A partir de materiais às vezes ínfimos (poucos fotogramas, velhos discos de vinil, uma curta cena de mutoscópio), ele cria ensaios minuciosos sobre memória, perda e esquecimento. A manipulação (física e artística) de artefatos fora de uso é uma condição fundamental do seu trabalho. Em filmes como Remanescências (1997), Militância (2002) e Santos Dumont pré-cineasta? (2010), Adriano cria elos inesperados entre os primórdios do cinema e a era da manipulação digital, sempre no pleno espírito de desbravamento experimental.”
    Carlos Alberto Mattos (2011, Filme Cultura)


    Detalhes

    Saiba mais
  • 10 dez 2016

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Master Class

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Master Class
    ENTRADA GRATUITA com distribuição de ingressos 30 minutos antes das atividades.
    Classificação indicativa – 12 anos

    Edição do projeto [Encontros Cine 104] traz a Belo Horizonte o cineasta Carlos Adriano

    Carlos Adriano é um dos mais importantes cineastas brasileiros da atualidade. Embora desconhecido por muitos e com apenas um longa metragem realizado até então, ele vem construindo uma obra singular e impressionante, com a apropriação de materiais de arquivo e investimento em processos rigorosos de montagem, com resultados surpreendentes e encantadores. Cinéfilo, pesquisador e ensaísta, faz de sua obra um manifesto de amor ao cinema e a memória.

    PROGRAMAÇÃO
    9 de dezembro
    , sexta-feira, às 20h40
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano | Sessão comentada: Santos Dumont pré cineasta?

    10 de dezembro, sábado, às 15 horas
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano - Master Class

    MASTER CLASS COM EXIBIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS
    Carlos Adriano irá abordar sua trajetória no cinema, comentando sua obra, motivações e processos criativos por meio da exibição comentada de curtas metragens de todas as fases de sua carreira, passando por títulos já clássicos como “Das Ruínas a Rexistência” até sua série mais recentes de trabalhos, a trilogia “Sem Título”.

    Detalhes

    Saiba mais
  • 13 dez 2016

    [Cine 104 Mostra: o cinema de BH] SOLON + filme surpresa

    [Cine 104 Mostra: o cinema de BH] SOLON + filme surpresa

    → 13 de novembro, terça-feira
    Horário: 20h40
    Classificação indicativa – 12 anos

    Entrada gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes da sessão.

    Lançamento do curta metragem Solon, de Clarissa Campolina, que rodou pelos principais festivais de cinema do Brasil e rendeu à diretora o prêmio internacional Emerging Voices Award, outorgado pelo Financial Times e OppenheimerFunds. A sessão será acompanhada pela exibição de filme surpresa.

     

    SOLON (Brasil/ MG, 2016, 16 min)
    Direção - Clarissa Campolina
    Solon dialoga com as artes visuais, a performance e a ficção científica. Uma fábula sobre o surgimento do mundo, apresentado a partir do encontro de uma paisagem devastada e uma criatura misteriosa. Solon habita o espaço extremamente árido e infértil. Aos poucos, ela se destaca da paisagem, aprende a se movimentar e explorar seu corpo. Verte água por suas extremidades e inicia sua missão de regar e nutrir a terra. A paisagem se altera e a própria personagem também. Nasce o mundo. Nasce a mulher.

    SOBRE A DIRETORA
    Clarissa Campolina nasceu em Brasília, em 1979, mas vive em Belo Horizonte. Seus trabalhos foram exibidos em festivais como os de Veneza, Roterdã, Locarno e Havana. Em 2015, teve uma retrospectiva no Cinema Arsenal, em Berlim. Dirigiu filmes como Girimunho (2011), Adormecidos (2011), Odete (2012) e O Porto (2013).

     

    Detalhes

    Saiba mais

  • 08 dez 14 dez 2016

    BR 716 [SEGUNDA SEMANA]

    BR 716 [ SEGUNDA SEMANA ]

    * Prêmios de Melhor Filme e Melhor Diretor no 44o Festival de Cinema de Gramado

    Direção – Domingos Oliveira
    Brasil/ RJ, 2016, 85 min
    Com:  Caio Blat, Sophie Charlotte, Maria Ribeiro, Lívia de Bueno, Álamo Facó, Matheus Souza, Glauce Guima, Gabriel Antunes e Aleta Valente.

    → 8 a 14 de dezembro (exceto dias 10, sexta-feira, e 12, segunda-feira)
    Horário: 17h
    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)
    Classificação indicativa – 14 anos

    Este é um filme onde os personagens principais estão quase o tempo todo totalmente bêbedos. É a fabula da fase do álcool, da mais intensa boêmia copacabanense que termina no golpe de 64. Era o auge do samba-canção de Antônio Maria e Dolores Duran em reação talvez ao cinema americano, onde depois do primeiro beijo aparecia “The End” na tela e todos eram felizes para sempre. Uma boêmia apaixonada e desvairada como nunca houve outra.

    SOBRE O FILME – texto de Domingos Oliveira
    Sou especialista em escrever cartas enfáticas para atores e técnica na véspera das filmagens. Com uma emoção redobrada, escrevo essa que não é carta, é quase um bilhete. Temos um belo filme para fazer e todos sabem disso. Um diretor deve escolher o ator pela cena que ele não poderá se meter. O ator faz ou não tem cena. Nunca escalei tão seriamente quanto agora. Não priorizo o tipo físico nem a fama nem mesmo o talento do ator. Minha prioridade é saber se ele possui a alma do personagem. Deus repete com parcimônia seus traços básicos. Caio é poeta, Domingos também. Então está certo. Não importa o resto. Assim como Glauce possui o tipo de loucura mineira de Bel, Gabriel a sofisticação de Penan, Sophie todo encanto e sedução de Gilda e do mundo. Lívia tem a integridade suave da alemã Elisabeth, Aleta Valente traz na alma de atriz o trem do subúrbio. João Manoel é íntegro. E Adriana ainda não escalei aquele sorriso triste de assistir o fim de um mundo. Especifico esses pontos porque é a primeira vez que uso valores tão sutis numa escalação, desprezando todo o resto. Munido de seus traços básicos que nem os deuses tirarão, os atores nesse filme não representarão. Simplesmente estarão em cena, mistério nobre da sétima arte.

    Assim como foi muito pessoal a escolha do elenco, será também aquela da linguagem, do método de filmagem e da convivência dos bastidores. Teremos muitos problemas de horários, com certeza. Mas saberemos superá-los com a grandeza de nossos corações. Muita coisa não conseguirei filmar como imaginei, mas saberei fazê-lo melhor do que poderia imaginar. Enfim, liberdade não tem preço. Se tem limites, não é liberdade. É hoje o meu dia.

    Trabalharemos levemente, sem nenhum pudor de quebrar regras. Com uma equipe jovem e inexperiente, todo esse rio caudaloso que correrá por nossas montanhas, dará ao filme uma personalidade especial. Não que ele vá ser diferente dos outros, isso é pouco. Muito é que ele nunca terá sido feito antes.

    Coloquemos nossos ponteiros espirituais armados de metralhadoras diante das portas do filme. Aqui não entrará nenhum sentimento que não seja o da arte. Nenhuma narrativa que não seja a mais humana. Divertiremo-nos à beça, depois no final repetiremos internamente: “Esse valeu à pena”. Viva o cinema, aquela sétima arte que serve para retratar o mistério.
    Finalmente obrigado por tudo. Vocês terão de ter confiança absoluta em mim. Acreditar que não sairia de casa neste entardecer da vida se não tivesse muito a dizer. Se não tivesse uma paisagem humana magnífica para descrever. Um filme ao mesmo tempo ágil e reflexivo. Não inventarei situações novas fora do roteiro, como já fiz tantas vezes. Aprofundarei as existências. Darei a elas todo tempo que for preciso. Tenho tempo e artistas para me acompanhar até o meu limite e liberdade. Que mais pode um cineasta querer?

    Cada filme é o último, dizia o jovem Bergman. Depois desse, os produtores podem se cansar de mim, posso perder a vontade de fazer cinema, achar que é uma besteira. Todo filme é o último filme.

    Detalhes

    Saiba mais
  • 08 dez 14 dez 2016

    CINEMA NOVO [ ESTREIA ]

    CINEMA NOVO [ ESTREIA ]


    Direção – Eryk Rocha
    Brasil/ RJ, 2016, 90 min

    → 8 a 14 de dezembro (exceto segunda-feira, dia 12.)
    Horário: 19h e 20h40 (na sexta-feira, dia 9 de dezembro,  e terça-feira, dia 13 de dezembro, não haverá a sessão de 20h40)
    Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)

    Classificação indicativa – 12 anos

    Cinema Novo é um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro.

     

    Detalhes

    Saiba mais
  • 09 dez 2016

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Sessão Comentada

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Sessão Comentada: Santos Dumont: pré-cineasta?

    ENTRADA GRATUITA com distribuição de ingressos 30 minutos antes das atividades.
    Classificação indicativa – 12 anos

    Edição do projeto [Encontros Cine 104] traz a Belo Horizonte o cineasta Carlos Adriano

    Carlos Adriano é um dos mais importantes cineastas brasileiros da atualidade. Embora desconhecido por muitos e com apenas um longa metragem realizado até então, ele vem construindo uma obra singular e impressionante, com a apropriação de materiais de arquivo e investimento em processos rigorosos de montagem, com resultados surpreendentes e encantadores. Cinéfilo, pesquisador e ensaísta, faz de sua obra um manifesto de amor ao cinema e a memória.

    PROGRAMAÇÃO
    9 de dezembro
    , sexta-feira, às 20h40
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano | Sessão comentada: Santos Dumont pré cineasta?

    10 de dezembro, sábado, às 15 horas
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano - Master Class

    SANTOS DUMONT: PRÉ-CINEASTA?
    Direção – Carlos Adriano
    Brasil/ São Paulo, 2011, 63 min

    Este documentário parte da descoberta e restauração de um raro e desconhecido carretel de fotografias reproduzidas de um filme mutoscópio, produzido em 1901, em Londres, sobre Santos Dumont (1873-1932). A obra aborda aspectos históricos e artísticos dos primórdios do cinema (pré-cinema, cinema de atrações) e do cinema de reapropriação de arquivo (found footage, filme de reciclagem), por meio de entrevistas, documentos, metáforas visuais e da articulação própria de um ensaio poético. Transfiguração do documento, monumento à memória do cinema, para o cinema e pelo cinema.

     SOBRE O FILME ‘SANTOS DUMONT: PRÉ-CINEASTA?’
    “Este é o filme mais pessoal que Carlos Adriano já fez – talvez um dos mais pessoais já feitos na história do cinema. Filme de amor. O cinema de Carlos Adriano parece sempre profundamente crente na força intrínseca das imagens em movimento e no seu poder sobrenatural de capturar, congelar e libertar o mundo. Havia em todos os seus filmes um sentimento quase palpável de um diretor que, por detrás daquelas imagens e sons nos dizia: ‘aqui está o mistério, vocês não vêem?’.”

    Eduardo Valente (2010, revista Cinética)

    “O documentário baseado em materiais de arquivo também conheceu um rejuvenescimento significativo na última década. Os filmes, fotos e arquivos sonoros preexistentes passaram a ser usados não apenas como evidências e ilustrações, mas como matéria-prima para jogos intertextuais, signos disponíveis para uma outra escrita radicalmente original. Mas o nome mais profundamente identificado com uma renovação do olhar sobre os arquivos é sem dúvida Carlos Adriano. A partir de materiais às vezes ínfimos (poucos fotogramas, velhos discos de vinil, uma curta cena de mutoscópio), ele cria ensaios minuciosos sobre memória, perda e esquecimento. A manipulação (física e artística) de artefatos fora de uso é uma condição fundamental do seu trabalho. Em filmes como Remanescências (1997), Militância (2002) e Santos Dumont pré-cineasta? (2010), Adriano cria elos inesperados entre os primórdios do cinema e a era da manipulação digital, sempre no pleno espírito de desbravamento experimental.”
    Carlos Alberto Mattos (2011, Filme Cultura)


    Detalhes

    Saiba mais
  • 10 dez 2016

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Master Class

    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano – Master Class
    ENTRADA GRATUITA com distribuição de ingressos 30 minutos antes das atividades.
    Classificação indicativa – 12 anos

    Edição do projeto [Encontros Cine 104] traz a Belo Horizonte o cineasta Carlos Adriano

    Carlos Adriano é um dos mais importantes cineastas brasileiros da atualidade. Embora desconhecido por muitos e com apenas um longa metragem realizado até então, ele vem construindo uma obra singular e impressionante, com a apropriação de materiais de arquivo e investimento em processos rigorosos de montagem, com resultados surpreendentes e encantadores. Cinéfilo, pesquisador e ensaísta, faz de sua obra um manifesto de amor ao cinema e a memória.

    PROGRAMAÇÃO
    9 de dezembro
    , sexta-feira, às 20h40
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano | Sessão comentada: Santos Dumont pré cineasta?

    10 de dezembro, sábado, às 15 horas
    [Encontros Cine 104] Carlos Adriano - Master Class

    MASTER CLASS COM EXIBIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS
    Carlos Adriano irá abordar sua trajetória no cinema, comentando sua obra, motivações e processos criativos por meio da exibição comentada de curtas metragens de todas as fases de sua carreira, passando por títulos já clássicos como “Das Ruínas a Rexistência” até sua série mais recentes de trabalhos, a trilogia “Sem Título”.

    Detalhes

    Saiba mais
  • 13 dez 2016

    [Cine 104 Mostra: o cinema de BH] SOLON + filme surpresa

    [Cine 104 Mostra: o cinema de BH] SOLON + filme surpresa

    → 13 de novembro, terça-feira
    Horário: 20h40
    Classificação indicativa – 12 anos

    Entrada gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes da sessão.

    Lançamento do curta metragem Solon, de Clarissa Campolina, que rodou pelos principais festivais de cinema do Brasil e rendeu à diretora o prêmio internacional Emerging Voices Award, outorgado pelo Financial Times e OppenheimerFunds. A sessão será acompanhada pela exibição de filme surpresa.

     

    SOLON (Brasil/ MG, 2016, 16 min)
    Direção - Clarissa Campolina
    Solon dialoga com as artes visuais, a performance e a ficção científica. Uma fábula sobre o surgimento do mundo, apresentado a partir do encontro de uma paisagem devastada e uma criatura misteriosa. Solon habita o espaço extremamente árido e infértil. Aos poucos, ela se destaca da paisagem, aprende a se movimentar e explorar seu corpo. Verte água por suas extremidades e inicia sua missão de regar e nutrir a terra. A paisagem se altera e a própria personagem também. Nasce o mundo. Nasce a mulher.

    SOBRE A DIRETORA
    Clarissa Campolina nasceu em Brasília, em 1979, mas vive em Belo Horizonte. Seus trabalhos foram exibidos em festivais como os de Veneza, Roterdã, Locarno e Havana. Em 2015, teve uma retrospectiva no Cinema Arsenal, em Berlim. Dirigiu filmes como Girimunho (2011), Adormecidos (2011), Odete (2012) e O Porto (2013).

     

    Detalhes

    Saiba mais