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Como Chegar

Praça Ruy Barbosa, 104 | Centro
Belo Horizonte | MG | 30.160-000
Telefone: (31) 3222-6457
contato@centoequatro.org

Funcionamento:
Café 104, Cine 104 e espaços multiuso: consulte a programação

Acesso para deficientes

Detalhes

Agenda

17 mar 23 mar

[mostra] Ateliers Varan – 17 a 23 de março
Ateliers Varan – Retrospectivas e Colóquios no Brasil é uma produção da Associação Cultural Balafon, concebida e organizada por Juliana Araújo e Michel Marie. A mostra está percorrendo algumas cidades brasileiras e será apresentada em Belo Horizonte, no Cine 104, entre os dias 17 e 23 de março.
Site oficial – http://www.balafon.org.br/varan/

Grade de programação

17 de março, quinta, 19h
Makwayela (19’)
* Sessão comentada por Roger Odin

17 de março, quinta, 20h30
Sinmia (48′)

18 de março, sexta, 19h
A Comissão da Verdade (138’)
* sessão comentada por André Van In

19 de março, sábado, 19h
A God passing (20′) + Non lieux (75′)
* sessão comentada por Chantal Roussel e Michel Marie

20 de março, domingo, 19h
Em Nossas Mãos (90’)

20 de março, domingo, 19h, 20h40
Edouard Glissant (52′)

23 de março, terça, 19h
Diários de Medellin (72′)

23 de março, terça, 20h30
Kantri Bilong Yumi: A Papua da família Maden (52′)

24 de março, quarta, 19h
Prova de Estado (85′)

24 de março, quarta, 20h30
O impenetrável (91′)

Apresentação

Em 1978, a jovem República do Moçambique propõe à embaixada da França que convide cineastas para filmar as mudanças que ocorriam no país. Jean Rouch propõe em vez disso estabelecer ali um atelier de documentário para formar moçambicanos, a fim de que eles mesmos pudessem filmá-las. A experiência é bem sucedida e, em seguida, em 1981, Jean Rouch e seus companheiros fundam Varan – uma associação de realizadores e técnicos do cinema, com o objetivo de organizar ateliers de documentário pelo mundo.

As atividades dos cineastas Varan como formadores nos ateliers se entrelaçam às vezes de modo muito íntimo à sua produção cinematográfica pessoal, e seus filmes alcançam forte relação com os ateliers. É o caso, por exemplo, de A Comissão da Verdade, de André Van In, que vai filmá-la a convite de seus ex-alunos do atelier da África do Sul, tendo como cinegrafista a ex-aluna Donne Rundle. Ou Kantri Bilong Yumi: a Papua da família Maden, realizado por Séverin Blanchet, depois de longo convívio com Martin Maden, ex-aluno do atelier de Papua-Nova Guiné. Ou ainda de Diário de Medellín e Benvindo à Colômbia, de Catalina Villar. Outra parte da produção dos cineastas Varan não guarda relação direta com os ateliers que dirigiram. Mas talvez estejam sempre presentes alguns aspectos que componham, apesar das diferenças individuais, um ideário Varan, norteador dos trabalhos seja nos ateliers, seja nos projetos pessoais dos cineastas.

Varan preconiza um cinema de campo, fundado nas técnicas do cinema direto, na longa duração, na relação continuada com os personagens, na abertura para a contextualização sociopolítica do tema filmado. Essa experiência, longe da velocidade dos jornais televisivos e do culto ao espetáculo, nos leva a pensar o lugar do documentário no fluxo midiático do audiovisual contemporâneo.

Informações dos filmes (por data de exibição)

17 de março, quinta-feira

Makwayela
Direção: Jean Rouch e Jacques d’Arthuys
Moçambique, 1977, 18 min

Resultado de uma oficina com um grupo de estudantes de Moçambique, este filme consiste numa visita de Rouch e sua pequena equipe à Companhia Vidreira de Moçambique. Ali, depois de uma cena breve da fabricação de garrafas, o filme mostra, com som direto, uma dezena de trabalhadores cantando e dançando no pátio uma canção anti-imperialista cuja origem e cujo sentido eles explicarão em seguida ao cineasta: ela nasceu na dura experiência vivida por eles quando trabalhavam em minas de ouro na África do Sul, sob o regime do Apartheid.
* Sessão comentada por Roger Odin

Sinmia
Direção: Kumain Nunguya
Papua, Nova Guiné, 1985-1989, 48 min

Os primeiros contatos da tribo dos Baruya, nos altos platôs da Nova Guiné, e o mundo moderno datam dos anos 60. Kumaïn Nunguya tinha dez anos quando ele encontra, em 1969, o etnólogo Maurice Godelier. Ele se torna um de seus informantes e colabora com ele durante 12 anos. Em 1981, a seu pedido, ele passa um ano na França e descobre o cinema. Em seu retorno, ele decide se inscrever na nova escola de cinema e segue o curso do atelier de realização de documentário organizado por Varan na Papua Nova Guiné, em 1983.

18 de março, sexta-feira

A Comissão da Verdade (La Commission de la Vérité)
Direção: André Van In
França/Bélgica, 1999, 138 min

Nelson Mandela, em 1995, instaura a Comissão da Verdade e Reconciliação na África do Sul, composta por 17 membros e presidida por Desmond Tutu. Por mais de um ano, vítimas, algozes, e testemunhas do Apartheid serão convidados a contar a verdade sobre o passado. Os realizadores foram autorizados a seguir em toda a sua duração esse processo que deveria permitir refundar a nação.
Prêmio Louis-Marcorelles; Prêmio des Bibliotèques Cinéma du réel, 1999; Prêmio Scam 2000 Melhor Documentário (Paris, 2000); Prêmio Golden Conch de Melhor Documentário do Festival International de Bombay, 2002.
* Sessão comentada por André Van In

19 de março, sábado

A God passing
Direção: David Ghéron Trétiakoff
Egito/França, 2007, 20 min

O governo egípcio, durante o verão de 2006, decide deslocar a colossal escultura de Ramsés II, em razão da edificação do novo museu do Cairo, perto das pirâmides. Um cortejo faraônico que dura toda a noite.

Non lieux
Direção: Mariana Otero e Alejandra Rojo
França, 1991, 75 min

Um olhar sobre a vida dos excluídos da sociedade em três locais: a casa de detenção de Fleury-Mérogis, a habitação popular da região parisiense e os barracos de um lote vago na Porte de Saint-Ouen. Uma reflexão sobre a ideia e o uso da liberdade. Esse filme, realizado no contexto de um atelier Varan de produção em Paris, foi a primeira experiência de Mariana Otero em documentário.

Lussas Seleção francesa – 1991; Prêmio de Melhor Documentário do Festival Vaulx, Velin, 1992; Festival Vidéo-Psy, Paris 1992.
* Sessão comentada por Chantal Roussel e Michel Marie

20 de março, domingo

Em nossas mãos (Entre nos mains)
Direção: Mariana Otero
França, 2010, 88 min

Confrontados à falência da empresa de lingerie onde trabalham, os funcionários, majoritariamente mulheres, tentam recuperá-la sob a forma dencooperativa. À medida que o projeto ganha corpo, eles se chocam com o patrão e a realidade do mercado. A empresa torna-se então um pequeno teatro onde se encenam, em meio às peças íntimas, questões econômicas e sociais fundamentais. Os funcionários descobrem nessa aventura coletiva uma nova liberdade.

Indicado para o César 2011 na categoria melhor documentário; Acid Festival de Cannes, Lussas, La Rochelle, Festival de Tübingen, Doc Lisboa, Agadir, Buenos Aires, Lindsz, New York.

Edouard Glissant
Direção: Jean-Noël Cristiani
França, 1994, 52 min

Na noite tropical, à beira-mar nas Antilhas, um encontro com Edouard Glissant, autor de vários livros de poesia, romances, peças de teatro e ensaios. Diante do mar, ele responde a seu amigo romancista Patrick Chamoiseau sobre sua abordagem poética da realidade antilhana. Ao longo da conversa, o poeta lê e comenta poemas.

22 de março, terça-feira

Diários de Medellin (Cahiers de Medellin)
Direção: Catalina Villar
Colômbia/França, 1999, 72 min

Medellin, a célebre “cidade do cartel”. Violência espantosa: a miséria dos camponeses desapropriados, a superpopulação, o desemprego. Numa escola, estimulados por um surpreendente professor, os adolescentes tentam, redigindo em seus diários as histórias de suas vidas violentadas, construir para si mesmos algumas referências.

Prêmio do longa-metragem e Prêmio do público no Festival “Visions du Réel” Nyon (Suiça, 1998); Prêmio Découverte SCAM (França, 1999) ; Grande Prêmio do Festival Amas Cultura, Portugal; Grande Prêmio Festival Documentário de Saint-Jacques de Compostelle (Espanha); “Conque d’argent” do Festival IFFI. Bombay (Índia); Award of Merit in Film, Latin American Studies Association, USA.

Kantri Bilong Yumi: a Papua da família Maden (Kantri Bilong Yumi: La Papouasie de la famille Maden)
Direção: Séverin Blanchet
Papua Nova Guiné, 2003, 52 min

Uma família, os Maden desenham a Papua Nova Guiné de hoje a partir de suas experiências e recordações. O pai curandeiro, a mãe católica e os filhos, aldeão, professor e cineasta, nos dão a ver os enfrentamentos com o mundo branco e as transformações rumo à independência de seu país.

Prêmio Mario-Ruspoli ; Prêmio FIFAP/UNESCO, 2003.

23 de março, quarta-feira

Prova de Estado (Prove di Stato) (17 de março, quinta, 20h30)
Direção: Leonardo Di Constanzo
França, 1999, 85 min

O filme trata da chegada de uma nova prefeita, Luisa Bossa, numa pequena cidade da periferia de Nápoles. Luisa está determinada a reconduzir sua cidade a um sistema de Estado de Direito. É uma tarefa que ela compartilha com muitos prefeitos de pequenas cidades da Itália. Mas ela encontra muita resistência, principalmente dos cidadãos, inquietos em perder certos privilégios que um sistema sem regras lhes concedia.

FIPA, 1999, Biarritz ; mention spéciale du jury ; Merano TV festival, 1999, Grand prix de la ville ; FIGRA, 1999 La Ciotat, Grand prix du jury ; Encontros Internacionais de Cinema Documental, Amascultura (Portugal) 1999 ; Grand prix ; VIe édition du Prix International de l’Audiovisuel Méditerranée (CMCA et ville de Palerme; Grand Prix du Meilleur Documentaire Méditerranée.

O impenetrável (El impenetrable)
Direção: Daniele Incalcaterra e Fausta Quattrini
Argentina/França, 2012, 95 min

Daniele Incalcaterra herda 5 mil hectares no Chaco paraguaio – a última terra virgem, em que se espera escrever outra história, e ao mesmo tempo o lugar que pressentimos trágico, onde arriscamos viver um western clássico desembocando na conquista do Oeste: natureza selvagem a dominar, terra a colonizar, riquezas a explorar, índios a exterminar. Daniele decide devolver a terra aos índios que sempre viveram no território.

Festival de Veneza 2012; Prêmio Festival de Mar del Plata, 2012; Prêmio Festival Biarritz America Latina, 2012 ; 2º Prêmio Festival Filmmaker Milan, 2012 ;
Prêmio do Júri Festival de Málaga 2013 ; 1º Prêmio do Sicília Ambiente Festival 2013 ; Grande Prêmio “Traces de Vies”, Clermond-Ferrand 2013.

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