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05 jan

CentoeQuatro abriga espetáculos da Cia Produz Ação Cênica que tratam dos males humanos: “Diário de Um Louco”, do ucraniano Nikolai Gogol, dirigido por Glicério Rosário; e “Sonhos”, com texto e direção de Marcos Vogel. Os espetáculos ficam em cartaz durante o mês de janeiro e fazem parte da 37ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.

A Cia Produz Ação Cênica foi formada em novembro de 2003 com objetivo da valorização da ação coletiva através da pesquisa, teórica e prática, produção e o registro da arte e da cultura brasileira em todas as suas vertentes com destaque para as artes cênicas. Suas primeiras montagens evidenciaram temas que mostram o poder do capitalismo para sobrevivência humana, destacada na pobreza social em “Oração para um pé de chinelo”, de Plínio Marcos; o consumismo estético banalizado na comédia que evidencia o tabu das balzaquianas em “O Segredo das Encalhadas”, e a esperteza do homem em querer levar vantagens para obter as conquistas dos outros em “Língua Afiada cinco peças atrevidas”.

Encerrando a década, a Cia levou à cena três últimas montagens com uma trilogia que evidencia os males da humanidade. Os estados psicológicos do homem apresentado nestas montagens perpassam fases importantes e motivações emocionais para a sobrevivência neste mundo de crueldades e obsessão pelo poder capitalista. A peça “Crianças Invisíveis”, texto de Carluty Ferreira (estreante como dramaturgo) apresenta uma discussão atual e importante do papel do indivíduo – “as crianças” – como pensador para a formação humana e sua participação na construção de uma sociedade mais harmoniosa e afetiva.

Em “Diário de um Louco”, de Nikolai Gogol, está estampada a crueldade do homem opressor e oprimido, em busca de solidariedade, compreensão e a retomada de justiça.

Encerrando a trilogia desses males, o grupo estreia na Campanha o espetáculo “Sonhos”. No enredo, o incompreensível mundo das subjetividades, contos, relatos e narrativas, a representação do inesperado, do incontrolável e do inevitável universo do delírio onírico dos sonhos, ou reflexos da realidade humana que vivemos neste mundo?

Confira a sinopse e ficha técnica das montagens que estão em cartaz no CentoeQuatro:

:: Diário de um louco

Axenty Ivanovitch, a encarnação da insignificância, existência pobre e solitária, é apresentado como se o mesmo vivesse em pequeno quarto (seu mundo), onde, em seus delírios, relata a falta de importância para com ele em seu emprego, pateticamente simbolizada pela função que ocupa: funcionário de apontar penas de escrever.

Metáfora sobre a alienação, o texto mergulha profundamente nas causas sociais da loucura mostrando que na cisão entre realidade e desejo, entre o mundo que se oferece para ser vivido e o mundo a que não se tem acesso, cria-se um abismo que cinde a personalidade. Misturando narração e dramatização, a montagem confronta real e ilusório, fazendo a personagem criar um mundo possível para si a partir de restos do mundo a que ela não tem acesso. Não se esquecendo da comicidade do autor, a encenação propõe guardar o que de mais valoroso a história da comédia nos oferece: o trágico.

Representar uma única pessoa que tem a personalidade cindida: um monólogo a dois. O que poderia ser um contra-senso torna-se fundamento da encenação de “Diário de um Louco”, a partir do conto homônimo de Nikolai Gogol. Em nossa encenação do conto de Gogol, reforçamos a solidão e o absurdo a partir de corredores e guichês que percorre.

Ficha Técnica
Realização: Companhia Produz Ação Cênica
Texto: Nikolai Gogol
Supervisão de Texto: Ítalo Mudado
Direção do espetáculo: Glicério Rosário
Atores: Carluty Ferreira e Genilson Mendes
Assistente de Direção e Preparação Corporal: Ana Medeiros
Cenário e figurino: Carluty Ferreira
Iluminação: Felipe Cossi Andrade
Trilha Sonora: Gilberto Mauro
Produção: Carluty Ferreira e Hely Rodrigues
Assessor de Imprensa: Adilson Marcelino
Fotografia: João Teodoro

:: Sonhos

“Sonhos”, dirigido por Marcos Vogel, é inspirado na obra-prima do realismo fantástico “O Livro do Sonhos”, de Jorge Luis Borges e coloca em cena contos, relatos e narrativas em linguagem épica. A representação do inesperado, do incontrolável e do inevitável universo do delírio onírico dos sonhos.

A peça revela os conflitos de personagens que apresentam diversas faces: humor, fantasia, emoção e experiências mágicas. Em cena, contos, relatos e narrativas em linguagem épica: a representação do inesperado, do incontrolável e do inevitável universo do delírio onírico dos sonhos. O que afinal são os sonhos? De onde vêm?. Construído a partir da obra de Borges e de experiências pessoais dos atores, o espetáculo traz à cena o realismo fantástico, em que o real e o extraordinário coexistem e os sentimentos passam por diferentes mundos e despertam as mais diversas sensações.

Ficha Técnica
Realização: Companhia Produz
Ação Cênica Texto: Inspirado em “O livro dos Sonhos” de Jorge Luis Borges
Dramaturgia e Direção: Marcos Vogel
Direção musical, arranjos e trilha Sonora: Gilberto Mauro
Elenco: Carluty Ferreira, Genilson Mendes, Patrícia Thomaz e Rogério Alves
Participação especial: Eliane Maris e Wilma Henriques
Cenografia: Carluty Ferreira
Figurino: Carloman Bonfim
Iluminação: Felipe Cosse Andrade
Produção: Carluty Ferreira, Hely Rodrigues e Rogério Alves
Assessoria de Imprensa: Adilson Marcelino
Fotografia: Ricardo S.G.

Quem quiser assistir todas as peças que compõem a trilogia, “Crianças Invisíveis” também está em cartaz durante a campanha do SINPARC, consulte no site do evento informações sobre data, local e horário.

Detalhes

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