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04 out

A gestão de espaços culturais em debate acontece no CentoeQuatro entre os dias 05 e 08 de outubro.

O encontro Espaços Culturais – 2º Seminário Internacional de Gestão Cultural tem como tema a gestão dos espaços dedicados à produção, preservação e fruição da cultura.

Programação diversificada com a presença de palestrantes nacionais e internacionais. Assim será promovido, gratuitamente, o encontro Espaços Culturais – 2º Seminário Internacional de Gestão Cultural, que começa no dia 05 de outubro e se estende até o dia 08 desse mesmo mês.
A primeira edição do Seminário Internacional de Gestão Cultural que ocorreu em 2008, abordou  a gestão de uma forma mais geral, para este ano a proposta é focar em um tema fundamental no que se refere à gestão cultural: os espaços culturais. Segundo a coordenadora geral do evento, Maria Helena Cunha, pretende-se discutir a gestão dos “espaços culturais públicos, privados, áreas públicas, o mundo da virtualidade. Quando se fala em espaços culturais há um leque enorme de abordagem”.
No seminário, os espaços culturais serão abordados em suas mais diferentes facetas, bem como sua relação com a educação, a tecnologia, a literatura, as artes, a arquitetura e o urbanismo. De acordo com a curadora Marta Porto, “um dos objetivos da programação é responder um pouco com essa relação entre os espaços culturais se dá a partir do advento das novas tecnologias. Hoje há uma mudança das linguagens expositivas a partir dessa ideia de que as novas tecnologias trazem um dado novo e isso não se resume à forma como as pessoas têm para se comunicar, mas na forma com as pessoas tem para aprender, entender e sentir”.
No que se refere à relação dos espaços culturais e arquitetura a intenção é fomentar a discussão sobre as várias questões que estão envolvidas no projeto de um espaço cultural. Na verdade não se pode apenas fomentar a revitalização e o aproveitamento de um espaço abandonado e degradado, com uma visão gerencial e administrativa do projeto. É necessário analisar várias questões que envolvem a intervenção, que vai desde como aquele lugar se insere dentro da sociedade e do espaço urbano daquele local, bairro ou cidade. Todos  os atores sociais têm que ser levados em consideração e ouvidos, para que em princípio está abandonando comece a ser visto como parte da história e da trajetória da população a qual pertence.
Embora o tema central do seminário deste ano seja os espaços culturais, não é possível  travar essa discussão sem abordar temas transversais a todo o processo de profissionalização da cultura e especificamente da gestão cultural. Segundo Marta Porto, “a área da cultura tem três dimensões que são importantes para uma discussão que envolve gestão: ética, técnica, estética”. Nos últimos anos a gestão cultural tem privilegiado a dimensão técnica e se esquecido da ética e da estética, afastando-se da própria arte.
Desta forma o seminário também pretende discutir que tipo de espaço está sendo gerado hoje no mundo, nesse momento histórico. Estamos vivendo em uma sociedade que lida com as questões da arte, cultura e linguagem de uma forma totalmente diferente da geração anterior. Marta Porto explica que “isso significa que um gestor antes de dominar as técnicas de como criar um orçamento, administrar um programa/projeto ele tem que exercer essa subjetividade que exige um conhecimento anterior”.
Assim, não há dúvida de que quem trabalha na área cultural deve entender não só de cultura, mas de artes, filosofia e outros ramos. Porque a forma  como o agente cultural pensa a vida tem que ser diferente do olhar de gestores de áreas distintas. “Um gestor cultural da atualidade tem que ser capaz de desenvolver programas que dialogam e aproximam culturas que em princípio são diferentes, isso não é possível apenas como ideias,  você faz isso desenvolvendo valores”, ressalta a curadora Marta Porto.


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