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27 jul 02 ago

A vida de uma mulher [ Varilux ]

Direção –  Stéphane Brizé
França – Bélgica, 2016, 1h59
Com Judith Chemla, Jean-Pierre Darroussin, Yolande Moreau

→ 27 de julho a 2 de agosto (exceto 30 e 31 de julho)
Horário: 18h45

Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)
Classificação 14 anos

Sinopse

Jeanne (Judith Chemla) volta para casa após completar os estudos e passa a ajudar os zelosos pais nas tarefas do campo. Certo dia o visconde Julien de Lamare (Swann Arlaud) aparece nas redondezas e logo conquista o coração da jovem, que, encantada, com ele se casa e vai morar. Conforme o tempo avança Julien se mostra infiel, avarento e nada companheiro, o que vai minando a alegria de viver da antes esperançosa Jeanne.

Sobre o filme – Gilson Carvalho para Cinema na Rede

Quando comparamos o passado com o presente, é muito frequente que enfatizemos as diferenças. Raras vezes levamos em conta que as pessoas, em geral, querem as mesmas coisas, independentemente de tempo ou lugar. Isso fica claro Em A Vida de Uma Mulher, de Stéphane Brizé, em que vemos os sonhos, esperanças, aspirações, decepções, desapontamentos de uma jovem nobre do século XIX e percebemos que esses sentimentos são os mesmos que sentimos hoje.

Baseado em romance de Guy de Maupassant publicado em 1883, o filme retrata a vida de Jeanne Le Perthuis des Vauds (Judith Chemla), a partir do momento que retorna do colégio e volta a conviver com sua família. Entre as tardes passadas trabalhando no jardim com o pai, Barão Simon-Jacques (Jean-Pierre Daroussin) e os passeios com a mãe Adélaide (Yolande Moreau), é chegada a hora de escolher um marido. Ao ser apresentada ao atraente Visconde Julien de Lamare (Swann Arlaud), a jovem baronesa imagina uma vida feliz como a dos seus pais.

O encanto começa a se desvanecer já na noite de núpcias, quando o medo e o desconforto tomam conta de Jeanne, enquanto seu marido se satisfaz sem levar em conta como ela se sente. Daí em diante, ela passa a sofrer com o frio do inverno, em uma enorme casa que seu marido não permite aquecer “para não gastar madeira.” A chega do primeiro filho é motivo de alegria, até Jeanne descobrir que o filho que criada teve, quase ao mesmo tempo, é resultado de estupro cometido por Julien. A partir daí, Jeanne passa a enfrentar diversos dissabores não só com o marido, mas com o filho.

Uma das dificuldades em adaptar histórias de época é estabelecer comunicação com a o público atual sem perder contato com a obra original. No caso de A Vida de Uma Mulher, isso é conseguido principalmente pela abordagem naturalista e diálogos sem grandes firulas. A escolha do formato quadrado é interessante porque parece deixar parte da ação de fora, instigando o olhar e a imaginação. A fotografia em tons claros nos momentos de alegria e mais escuros nos de tristeza e direção de arte também colaboram para a obtenção da atmosfera necessária. Vale destacar a atuação da protagonista, Judith Chemla, que imprime credibilidade a todas as fases da vida desta mulher.

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