Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Filtrar por data

Como Chegar

Praça Ruy Barbosa, 104 | Centro
Belo Horizonte | MG | 30.160-000
Telefone: (31) 3222-6457
contato@centoequatro.org

Funcionamento:
Café 104, Cine 104 e espaços multiuso: consulte a programação

Acesso para deficientes

Detalhes

Agenda

15 jun 21 jun

Além das palavras [ Primeira Semana]

Direção –   Terence Davies
Reino Unido, Bélgica, 2016, 2h05m
Com Cynthia Nixon, Jennifer Ehle, Jodhi May

→ 15 a 21 de junho (exceto 18 e 19 de junho)
Horário: 20h10

Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)
Classificação 12 anos

Sinopse

Baseado na história de vida e no trabalho da grande poetisa americana Emily Dickinson (Cynthia Nixon), acompanhamos seu trajeto desde os primeiro dias como uma jovem estudante até seus últimos anos como uma artista reclusa e quase irreconhecida. Uma mulher tímida, mas com ótimo senso de humor e amizades intensas. Emily escrevia praticamente um poema por dia, porém, apenas parte da sua obra foi publicada em vida.

Sobre o filme – Alexandre Agabiti Fernandez, para Folha de SP

Quem só conhece Cynthia Nixon da série “Sex and the City”, na qual interpreta a cáustica Miranda, vai se surpreender ao vê-la no papel principal deste retrato da poeta norte-americana Emily Dickinson (1830-1886), dirigido com inventividade pelo inglês Terence Davies.

Nascida numa família burguesa da Nova Inglaterra, já na juventude Dickinson surpreendia as pessoas do seu meio com provocações à moral dominante e à posição da mulher naquela sociedade austera usando uma linguagem cheia de vivacidade.

Logo no início, a cena em que a família recebe a visita de uma tia, que se retira escandalizada com as opiniões da jovem, dá perfeitamente a medida do desembaraço desta com as palavras.

Começou a escrever poesia com cerca de 20 anos e deixou quase 1.800 poemas. Apenas um punhado deles foi publicado em vida, o que não a impediu de ser considerada uma das maiores poetas de língua inglesa. Seus poemas são densos e concisos, repletos de imagens e sonoridades.

Mais conhecida por meio de clichês –solteirona amargurada, louca”" do que propriamente por sua obra, Emily Dickinson passou boa parte da vida voluntariamente reclusa na casa da família.

A poeta descrita por Davies rompe com o lugar-comum: é uma mulher culta, de espírito independente e dona de um humor mordaz.
Nixon compõe esse personagem complexo, com muita competência, dando naturalidade a diálogos que poderiam soar empolados.

Alguns dos poemas de Dickinson assumem a forma de falas surpreendentemente desenvoltas. Seu progressivo isolamento é magnificamente evocado na narrativa, pois Dickinson “desaparece” perto do final, sua presença se dá apenas pela palavra, pela poesia.

A “mise en scène” de Davies pode parecer banal à primeira vista, mas brilha pela precisão, desprezando as pomposas convenções do filme de época. Com movimentos suaves e sinuosos, a câmera acompanha os personagens, se relaciona com eles; as belas panorâmicas exploram os espaços e reiteram a solidão da poeta. A fotografia trabalha minuciosamente a luz.

Essa paleta de recursos é ainda mais notável pelo fato de praticamente toda a história transcorrer na casa e no jardim. Davies caracteriza o confinamento metafísico de Dickinson e sua ânsia criativa preservando todo o mistério em torno dela e de sua poesia.

Detalhes

Vá de ônibus, táxi, bicicleta ou metrô | Próximo a Estação Central de metrô

Detalhes