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Café 104, Cine 104 e espaços multiuso: consulte a programação

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18 mai 24 mai

Eu, Olga Hepnarová [ Abertura do festival de Berlin em 2016 ]

Direção –  Petr Kazda e Tomás Weinreb
República Tcheca, Polônia, Eslováquia, França – 2016, 1h46m
Com Michalina Olszanska, Martin Pechlát, Klára Melísková

→ 18 a 24 de maio (exceto 19, 21 e 22 de maio)
Horário: 20h40

Entrada R$ 12 / R$ 6 (meia entrada)
Classificação indicativa 16 anos

Sinopse

Olga Hepnarova (Michalina Olszanska) é uma jovem que cresceu numa família que nunca a aceitou, por ser homossexual. Atacada e pressionada por todos os lados pela sociedade, Olga começa a isolar-se ainda mais em seu próprio mundo. Alienada e solitária, Olga fará escolhas trágicas que a levarão a cometer atos que marcaram a história.

Sobre o filme – Diego Olivares para Carta Capital

A personagem título de Eu, Olga Hepnarová é uma garota franzina, de ombros curvados pelo peso dos demônios que carregava nas costas. Tais demônios, acumulados e até cultivados internamente por não mais do que 23 anos resultaram em um ato trágico, que motivou sua pena de morte. Olga Hepnoravá foi a última mulher a receber esta sentença na então Tchecoslováquia, sendo executada em março de 1975, após atropelar com um caminhão dezenas de pessoas em uma praça pública localizada em Praga, no dia 10 de julho de 1973.

Antes do ataque, escreveu a seguinte carta aberta: “Eu sou uma solitária. Uma mulher destruída. Uma mulher destruída pelas pessoas… Eu tenho uma escolha – me matar ou matar outras pessoas. Eu escolho me vingar de quem me odeia. Seria muito fácil deixar este mundo como uma vítima anônima de suicídio. A sociedade é muito indiferente a isso, e com razão. Meu veredito é: Eu, Olga Hepnarová, a vítima de sua bestialidade, sentencio vocês à morte”.

O filme dirigido pela dupla Petr Kazda e Tomás Weinreb acompanha, de forma ficcionalizada, os últimos anos em liberdade da personagem. Desde a relação distante com os pais, até as experiências sexuais conflituosas, já que a personagem era lésbica em um ambiente extremamente machista como a companhia de motoristas para a qual trabalhava.

“Ela não é uma vilã, mas parecida com um animal aprisionado em uma jaula de seus próprios medos”, define a atriz polonesa Michalina Olszanska, que interpreta Olga.

Em Eu, Olga Hepnarová, suas feições lembram as de Natalie Portman, dosando uma aparente vulnerabilidade com olhares determinados, capazes de intimidar. Prestes a completar 25 anos, ela é uma das atrizes mais requisitadas do Leste Europeu.

Ano passado esteve em outro filme que, assim como Olga, também participou da Mostra de Cinema de São Paulo, A Atração. Este é um musical de terror premiado no Festival de Sundance-2016, sobre duas sereias que chegam à terra firme e passam a ser exploradas pelo dono de uma casa noturna, que as contrata como cantoras. Uma delas se apaixona por um humano, enquanto a outra, interpretada por Michalina, tem uma insaciável sede de sangue.

O tom extravagante e surrealista de A Atração, longa de estreia da cineasta Agnieszka Smoczynska, contrasta com o estoicismo quase documental de Olga, dois trabalhos que foram filmados com poucos meses de diferença. “Tenho obsessão por mudanças, simplesmente adoro quando as pessoas dizem não ter me reconhecido em um filme.”

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