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O Prédio

Reflexo do fluxo intenso na Praça da Estação, nos primeiros anos do século XX são erguidos na região hotéis, fábricas, cafés e bares. É neste contexto que, em 1906 – dois anos depois do início das obras do primeiro prédio da Estação – começa a ser construído o edifício que hoje é sede do CentoeQuatro.

No ano de 1908, o prédio é inaugurado para abrigar a Companhia Industrial Bello Horizonte – CIBH, considerada a primeira grande indústria da capital mineira. A partir da década de 30, o edifício é ocupado por outras companhias têxteis e fica conhecido como 104 Tecidos.

Ao longo dos anos, o imóvel passa por inúmeras reformas que causam uma descaracterização acentuada do projeto original, de Edgar Nascentes Coelho. Paralelamente, a região da Praça da Estação atravessa um longo período de decadência e só volta a ganhar atenção no começo dos anos 1980, com a instalação do metrô.

Em 1984, o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da Praça da Estação é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), primeiro passo para a revitalização da região, que só ganha fôlego entre as décadas 1990 e 2000, com obras que valorizam o hipercentro.

Ponto de confluência na área por onde hoje circulam cerca de 150 mil pessoas por dia, o CentoeQuatro é inaugurado no prédio centenário em 2009. Foco de ocupação e produção artística, o edifício sinaliza uma retomada da função simbólica da Praça da Estação – conectar Belo Horizonte com o resto do mundo.


Pensado de forma a manter as características originais do edifício inaugurado em 1908 e também as marcas de sua história, o projeto de restauro do CentoeQuatro propõe a valorização do prédio no atual contexto urbano em que ele se insere.

Construído para abrigar a primeira fábrica da nova capital de Minas Gerais – a Companhia Industrial Bello Horizonte -, o imóvel faz parte do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da Praça da Estação, tombado nas esferas estadual e municipal.

No processo de retomar a integridade arquitetônica do edifício, a maior dificuldade encontrada foi detectar todas as alterações sofridas pelo prédio desde sua construção. Mesmo depois de atravessar inúmeras intervenções que o descaracterizaram, o edifício conservou remanescentes de todos os seus elementos originais, o que tem viabilizado sua recuperação.


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