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  • 21 jun

    Projeto “EXPERYMENTAL” expõe trabalhos de alunos da Guignard

    O projeto “EXPERYMENTAL“, sob orientação dos artistas e professores Marco Tulio Resende e Ana Cristina Brandão, tem o objetivo de reunir os trabalhos dos formandos do curso de artes plásticas da UEMG em um espaço para troca de ideias. Os trabalhos foram produzidos a partir da experimentação nas técnicas de desenho e serigrafia.

    Com o sentido de abrir novas possibilidades, tanto na técnica quanto no conceitual, rompendo com limites a barreiras, o projeto se justifica, sobretudo, por ampliar a discussão de arte contemporânea e suas interfaces.

    Abaixo, alguns dos trabalhos expostos e os respectivos artistas:

    Bianca Skov

    Binho Barreto

    Cacá Bicalho

    Gelka Arruda

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  • 18 jun

    Gastrophonic: Guilherme Castro, Avelar Jr. e Léo Dias

    Gastrophonic é um projeto solo do compositor, produtor e guitarrista Guilherme Castro. Ele parte da expansão semiótica de poemas de sua própria autoria para uma versão sonora que dialogue com a tradição da canção popular brasileira. E esse espaço de diálogo é propiciado pela utilização de conceitos e práticas da música concreta e eletrônica, bem como noções sobre sistemas musicais interativos.

    Programações em Max/MSP (ambiente de programação voltado para a elaboração de sistemas interativos) foram desenvolvidas para o gerenciamento e controle de sinais de áudio para performance em tempo real, onde processamento digital e execução musical acompanhada por fonogramas se fundem em uma apresentação com organicidade e expressividade.

    Se valendo da interação simbólica entre signos sonoros e poéticos, o artista recria o conceito de canção na busca por uma sonoridade única e ímpar, onde a sutileza e o cuidado timbrístico ressaltam as possibilidades semióticas dos poemas.

    O ARTISTA

    Guilherme Castro é bacharel em composição, mestre em música, ambos pela UFMG (na área de música e tecnologia), além de ser doutorando em música na UNICAMP. É membro da am band SOMBA, da qual é fundador, além de compositor, guitarrista e produtor. Atualmente é professor do curso de licenciatura em música do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix.

    Já trabalhou como músico, técnico de som e produtor musical de diversas produções mineiras da nova safra de artistas, como os álbuns “Moira” (Maísa Moura), “A Outra Cidade” (Makely Ka, Kristoff Silva e Pablo Castro), “Autófago” (Makely Ka), “O equilíbrio do mundo” (Vezga), “Abbey Roça” (SOMBA), “Clube da Esquina dos Aflitos” (SOMBA), “Cuma?” (SOMBA), “Ventos de Outono” (Cálix), entre outros.

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  • 18 jun

    Exibições de filmes, mesas redondas e premiações integram a VIII Mostra Minas de Cinema e Vídeo

    A VIII Mostra Minas de Cinema e Vídeo é uma realização da Associação Cultural Teia de Textos, em co-realização com a Café Pingado Filmes.  No ano em que chega à sua oitava edição, o evento também conta com a parceria do CentoeQuatro, espaço cultural onde será realizado. Ao longo dessa trajetória, a proposta consistente e a programação diversificada do evento lhe permitiram sucesso de público e, portanto, um lugar definido no calendário cultural da cidade.

    A Mostra Minas tem como objetivo divulgar o trabalho de cineastas mineiros, abrindo espaço para a exibição de seus filmes em três espaços diferentes: Mostra Homenagem, Mostra Competitiva e Mostra Educação.  Neste ano, a Mostra homenageia Gibi Cardoso e premia o longa-metragem “Cinema Vale Sonhos”, de Ernane Alves, que constitui uma delicada história sobre a importância da sétima arte na formação humana. Concorrendo entre si, há 14 curtas-metragens inscritos nas categorias ficção, documentário, animação, experimental e vídeo-poema. Na Mostra Educação, serão exibidos curtas realizados por estudantes da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte, em oficinas de audiovisual oferecidas durante o segundo semestre de 2009.

    Dedicado a todos os que querem fazer, ver e discutir cinema, o evento contribui para revelar a qualidade da produção artística mineira, estimulando, em especial, a reflexão sobre as relações entre cinema, literatura e educação, por meio de debates e mesas-redondas.

    Encerrada a Mostra Minas, os filmes que dela participam serão exibidos em centros comunitários, restaurantes populares, núcleos de apoio familiar, bibliotecas, escolas etc., com os objetivos de alcançar um público excluído desses bens culturais e, ao mesmo tempo, despertar a todos para a importância do audiovisual na formação de leitores contemporâneos.

    Para os realizadores do evento, a imagem de qualidade pode contribuir enormemente para desenvolver leituras da vida e do texto no Brasil atual, principalmente quando consideramos os baixos níveis de leitura de nossa população.

    A equipe realizadora da VIII Mostra Minas de Cinema e Vídeo conta com você na difusão das propostas de leitura dessas telas!

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  • 16 jun

    Desenho – CEIA realiza evento internacional sobre DESENHO

    No período de 05 a 25 de julho de 2010, o CentoeQuatro recebe o evento DESENHO.
    O evento é uma realização do CEIA – Centro de Experimentação e Informação de Arte, organizado pelo artista plástico Marco Rolla e pelo Historiador de arte Marcos Hill. “Queremos focalizar essa mídia como campo de investigação artística, estimulando interessantes estudos sobre a expressão visual. Não dá para negar a importância do desenho como base estrutural de qualquer imagem. Achamos igualmente importante propor uma plataforma que propicie experimentações entre o desenho e outras mídias contemporâneas”, explica Marco Paulo Rolla, um dos organizadores do evento.

    O evento reúne diversas atividades gratuitas como workshops, palestras, mesas-redondas e um ateliê coletivo com a participação de artistas brasileiros e internacionais provenientes de países como Argentina, Nicarágua, Egito, Holanda, França e Ilhas Comores. A proposta é promover discussões sobre a mídia desenho e suas diversas possibilidades. Para saber mais sobre a programação basta consultar o site www.ceia.art.br.

    A abertura do evento será dia 5 de julho, segunda-feira, a partir de 17h, com apresentação da performance “Desenho de Objeto” pela artista Letícia  Grandinetti (Belo Horizonte – Brasil), além da exibição de vídeos de eventos produzidos pelo  Ceia em anos anteriores, animando o encontro com os artistas participantes.

    Somente a abertura do evento será para convidados. O restante da programação é gratuita e aberta ao público.  As Palestras e mesas- redondas serão realizadas entre 07  e  23 de julho. Os trabalhos realizados no Ateliê Coletivo serão abertos ao público, de 22 a 25 de julho, das 17 às 23 horas. O objetivo é divulgar e compartilhar uma parte dos estudos e trabalhos realizados no Desenho; com a comunidade artística de Belo Horizonte e com o público em geral.

    O evento DESENHO; tem o patrocínio do Art Collaboratory e da Mondrian Founds, com apoio das seguintes instituições: Prince Claus Founds, Rijksakademie, Espaço Cento e Quatro, Centro Cultural Espanha e Coletivo Xepa.

    Sobre o CEIA

    O CEIA – Centro de Experimentação e Informação de Arte – foi criado em 2001 pelos artistas Marcos Hill e Marco Paulo Rolla, em Belo Horizonte, com o objetivo de promover atividades diretamente ligadas à criação e à divulgação da arte mais recente.

    Há quase dez anos, a proposta do grupo é desenvolver produção de conhecimento e intercâmbios de diversas naturezas no campo das artes plásticas e artes visuais, por meio de eventos internacionais com artistas de várias localidades do mundo.

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  • 15 jun

    “Fausto” de Goethe repaginado

    O espetáculo Fausto(s!) é uma releitura contemporânea do drama “Fausto” de Goethe, em que Fausto faz um pacto com Mefistófeles e tem todos os desejos realizados: torna-se jovem, rico e conquista a mulher por quem se apaixonou. Mas, em um momento de lucidez, o próprio Fausto questiona essa condição: “Mefistófeles criou no meu peito um fogo vivo que me atraí para todas as imagens da beleza. Assim me sinto transportado do desejo ao prazer e, em pleno prazer, anseio pelo desejo”. Na opinião desse coletivo essa é uma característica de todo ser humano: “no auge do prazer, anseia pelo desejo”, acaba de conquistar algo e já está pensando na próxima conquista. Isso é humano, embora Fausto atribua essa falculdade ao demônio, ela é humana, e é, de certa forma, o motor do mundo e ao mesmo tempo a sua maneira de auto-destruição. Nesse sentido todos fizeram o pacto e todos são Fausto(s!).

    A estratégia dramatúrgica foi partir de algumas situações sugeridas no texto de Goethe para se criar imagens cênicas que discutisse questões pertinentes ao nosso tempo. Em dado momento do texto original, Fausto questiona Mefistófoles da razão pela qual ele, um demônio com poderes sobrenaturais, perde seu tempo com uma pequena alma, um “grão de areia” em relação ao imenso universo. Diante do questionamento, Mefistófoles se declara incapaz de destruir o mundo:

    “Já desencadei sobre ele marés, tempestades, incêndios, tremor de terra: mar e terra contiuam em sossego. Do ar e da àgua, como da terra mil gérmens brotam e frutificam no seco, no úmido, no frio e no quente. Se eu não tivesse reservado o fogo para mim, nada teria de meu”.

    Novamente uma leitura de aproximação se faz possível: o demônio se declara incapaz de destruir o mundo, mas basta parar um dia para ver os noticiários, todos os problemas de aquecimento glogal, efeito estufa e poluição, para descobrir que o homem, protegido em sua insignificância em relação ao universo está fazendo aos poucos o que Mefistófoles afirma não conseguir.

    Essa possibilidade de transitar do clássico ao contemporâneo foi um dos objetivos motivadores desse espetáculo. A partir desse pressuposto a cozinha da bruxa que prepara em seu caldeirão um elixir capaz de rejuvenescer Fausto, pode ser uma clínica de reabilitação estética, um spa/academia que oferece serviços de cirurgia plástica, redução de estômago ou escova permanente. Os macacos que circundam e servem a bruxa são também os personal trainers ou enfermeiros estéticos. A intenção é passar do alegórico – personificando Deus, os anjos e o demônio em seres humanos, para chegar na resignificação desses naquilo que está contido em cada indivíduo. Assim a metáfora do bem e do mal pode não ser traduzida como a fisicalização dos seres Deus e Diabo, mas, antes disso, na constatação de que o bem ou o mal estão por ser feitos, são frutos das ações humanas.

    Uma das propostas de encenação está ligada a capacidade ‘faustica’ de sair de si mesmo para poder se enxergar, algo eminentemente existencialista, e que insurgiu a ideia de investigar a linguagem do Coro.  Como parte de um todo hegemônico o integrante do coro se manifesta criticamente em relação às ações de seu corifeu. Todos os atores fazem parte do coro,  mas todos eles tem também seus momentos como Fausto, o personagem/mito que “no auge do prazer anseia pelo desejo”,  tornando-se ao mesmo tempo crítico e autor da ação.

    Realizado com recursos do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009, a montagem do espetáculo Fausto(s!) reuniu um coletivo formado por artistas da Preqaria Cia de Teatro (Gabriela Domínguez, João Valadares, Kenya Goulart, Milenna Trindade, Raysner de Paula e Tacy Guimarães), da Cia do Chá de Teatro (Francis Severino, Jésus Lataliza, Luiz Dias e Sara Pinheiro) e artistas convidados (Alexandre Toledo, Amanda Prates, Joaquim Elias e Raul Belém Machado). A partir dessas parcerias, a Preqaria Cia de Teatro se propôs abrir sua perspectiva para outras formas de se fazer teatro, sem se distanciar em nada do seu campo de pesquisa: a precariedade da existência humana.

    Ficha Técnica

    Elenco: Alexandre Toledo, Francis Severino, Gabriela Domínguez, Jésus Lataliza, Kenya Goulart, Luiz Dias, Milenna Trindade, Raysner d’ Paula, Tacy Guimarães, Sara Pinheiro

    Direção e Dramaturgia: João Valadares

    Cenário: Raul Belém Machado

    Figurino: Wiliam Raush

    Iluminação: Felipe Cosse, Juliano Coelho e Vladmir Medeiros

    Montagem de Luz: Welerson Aquino (Neném)

    Assistente de Iluminação: Jésus Lataliza

    Preparação Corporal: Joaquim Elias

    Preparação Vocal / Trilha Sonora: Amanda Prates

    Coordenação de Produção: Milena Lago

    Produção Executiva: Paloma Parentoni

    Projeto Gráfico: Marcus Vinícius Souza

    Parceria: Cia do Chá

    Realização: Preqaria Cia de Teatro

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  • 09 jun

    “Meu amigo mais antigo” de Marcelo Xavier

    “Meu amigo mais antigo” é o livro que o escritor e artista plástico Marcelo Xavier lança no próximo dia 12, no EspaçoCentoeQuatro, Praça da Estação, a partir das 14h30, com direito a pipoca, perna de pau e muitas brincadeiras para as crianças e adultos.

    Com delicadeza, poesia e cores, Marcelo Xavier não mediu a emoção nas 20 páginas que vão surgindo aos nossos olhos numa viagem fantástica ao mundo da amizade entre o menino e o sol.  Contado em prosa e verso com pequenos textos e ilustrações tridimensionais, o livro homenageia o sol. “Ele é meu amigo e de todas as pessoas do mundo. Está presente na nossa vida até o último dia”, comenta Xavier.

    Autobiográfico, o livro cutuca a solidão das pessoas ao buscar amigos nas redes sociais e clama às pessoas a procurar os amigos reais, caminhar pelas ruas e perceber a beleza fora das máquinas. “ O amigo  serve de antídoto contra a tristeza, faz a vida ficar mais brilhante e principalmente para compartilhar o dia-a-dia. É preciso que as pessoas busquem mais o contato físico, espiritual e emocional. Sair para encontrar com os amigos, sentir os cheiros, apertar a mão, enfim, compartilhar todos os sentidos”.

    Consagrado autor e ilustrador de literatura infantil Marcelo Xavier é artista plástico, artista gráfico, roteirista, cenógrafo e carnavalesco. Desde 1978 pesquisa a criação em artes visuais, audiovisuais juntamente com projetos de cenografia, figurinos e adereços para teatro, dança, televisão e carnaval.

    Como autor e ilustrador, já publicou mais de dez livros que, unindo textos originais e ilustração tridimensional com massa de modelar, já recebeu o reconhecimento do público e os principais prêmios literários do país, como o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, da APCA – Assoc. Paulista de Críticos de Arte, da Associação Brasileira de Escritores, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

    Sábado, 12 de junho de 2010
    Horário: 14h30
    Entrada Gratuita

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  • 17 mai

    Introdução ao Documentário de Criação

    por Gualberto Ferrari

     Os fundamentos do cinema documental são o amor pelos personagens e o tempo que dedicamos a eles durante as filmagens”. Nagisha Oshima

     “O tema dos meus documentários é a vida. Para mim ela é triste, engraçada, trágica, emocionante”. Frederick Wiseman

    O “documento de criação” adquire essa denominação e o reconhecimento cultural definitivo na televisão francesa em meados dos 80, e bem mais tarde no audiovisual espanhol. E embora “Nanook, o Esquimó”, de Robert Flaharty, considerando como o primeiro documentário longa-metragem, tenha mais de 80 anos de idade, este gênero cinematográfico só começou a conquistar seu prestígio e aceitação há poucas décadas.

    Se ao longo da história do cinema surgem grandes realizadores documentaristas, é na Grã-Bretanha, durante os anos 70, que o documento alcança seu máximo esplendor, produzido e financiado pelo serviço público mais admirado pelos britânicos e nascido no pós-guerra, a prestigiosa BBC Television.

    É neste país, graças ao rigor profissional de uma televisão audaz, criativa e independente dos fatores da estrutura do poder público, onde irá se desenvolver o mais intenso e original intercâmbio entre cinema e televisão, em idas e vindas fertilmente enriquecedoras para o audiovisual inglês e o europeu.

    Daí nascem os grandes nomes do cinema de ficção que, dos anos 70 em diante, serão os verdadeiros criadores do realismo social, uma estética cuja influência se estende aos países com maior desenvolvimento cinematográfico, como a França, mas também a países da América, como a Argentina.

    A maior parte desses diretores, dentre os quais se sobressaem Mike Leigh, Ken Loach e Lindsay Anderson, foram documentalistas para a BBC e, simultaneamente, cineastas de ficção, alternando de um a outro, para enriquecimento de ambos os gêneros.

    Durante a década de 90 surge a chamada escola francesa de documentários, distinguindo-se com Nicholas Phillibert, Claire Simon e Denis Geerbrandt, só para citar alguns nomes. O financiamento público e, especialmente, a vontade produtiva do canal ARTE, permitiram que estes inventivos diretores pudessem trabalhar em projetos difíceis e pessoais com poucos recursos, mas com grande liberdade editorial.

    Embora o objetivo do seminário não seja o aprofundamento na história do documentário, é importante adiantar que um dos enfoques principais deste projeto universitário é esclarecer e corrigir a errônea confusão que ainda persiste quando comparamos o documentário autêntico de criação (também chamado de documentário de autor ou documentário cinematográfico) com a reportagem jornalística televisiva.

    O documentário, também destinado à televisão, é estreitamente aparentado com o cinema de ficção, e muito mais próximo deste que do jornalismo audiovisual, com o qual muitas vezes se confunde. O raciocínio da trama, as regras da construção narrativa, o ritmo da edição e montagem, e sobretudo o ponto de vista do autor, pouco têm  ver com os critérios de informação, de atualidade e de objetividade que deve desenvolver o jornalista, o repórter ou o realizador de programas de TV.

    Logicamente, o documentário tem sempre como objetivo a restituição da realidade onde o imprevisível e os elementos incontroláveis do “real” intervém constantemente, ao contrário dos  filmes de argumento ficcional, que se baseiam em elementos textuais (o tratamento e o roteiro técnico) e a direção de atores previamente preparados, que podem ser controlados pelo diretor.

    Mas o velho embate entre o documentário e a ficção, aceito convencionalmente até os anos 50, ficou totalmente obsoleto desde o surgimento da nova onda francesa, da tcheca, do Cinema Novo Brasileiro, e do Cinema Cubano, que terminaram por dinamitar as frágeis e movediças fronteiras entre realidade e imaginação.

    Todo bom documentário deve ter algo de ficção, e toda película de ficção deve ter algo de documentário”, disse uma vez François Truffaut.

    No documentário de autor, a realidade e a imaginação se fundem na visão do diretor, orientadas por um ponto de vista, uma intenção, e um compromisso. Retomando à confusão de gêneros entre reportagem jornalística e documental, poderíamos dizer que talvez essa confusão se dê pela relação mútua dos dois gêneros com o “real”.

    Mas à suposta “objetividade” dos programas jornalísticos televisivos, o documentário opõe a subjetividade, a reflexão, a distância/proximidade de um autor/diretor acerca de uma realidade social determinada.

    Em suma, e sem receio de cair em simplificações, podemos dizer que qualquer obra documental pertence ao campo artístico (e cinematográfico) e é destinada a perdurar e a testemunhar sobre uma época, enquanto que os programas jornalísticos televisivos, baseados na informação e na atualidade, visam apenas ao imediato.

    Nos últimos anos, e imediatamente após as profundas mudanças sócio-políticas e econômicas dos anos 90, o cinema documental da Argentina, que nunca havia sido suficientemente reconhecido, e que tinha praticamente desaparecido do panorama audiovisual do país, emergiu num ato de resistência e numa busca desesperada de retratar essa mudança cultural local, global e sem dúvida irreversível que continua a nos afetar.

    Diversos filmes sobre o fechamento de fábricas, a desindustrialização, e grupos grevistas, formaram parte desses novos realizadores, que trabalharam majoritariamente de forma coletiva e associativa.

    Esses documentários militantes, que são politicamente engajados e comprometidos com causas sociais de grande importância, outorgaram ao gênero seu velho e nobre dever de ser um ato político e de cidadania. E é lógico que, em conseqüência à terrível crise que se aproximava, esses documentários fossem feitos com raiva e urgência, onde o conteúdo importava mais que a forma , muitas vezes até em detrimento dessa última. Por esse motivo, a temática social e a leitura militante que propõe a maioria dessas produções, deveria complementar-se com um cinema documental mais autoral, onde  reflexão estética também tenha seu lugar nas intenções de futuros realizadores. O documentário, como gênero cinematográfico tem o dever de interrogar, ensinar, entreter o telespectador, sem deixar de ser uma ferramenta crítica, não explicitamente política (as origens sempre o são), na sua forma de interpretar o mundo que nos rodeia.

     

     

     

     

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  • 06 mai

    CONFRARIA DA DANÇA apresenta dois espetáculos infantis

    Entre os dias 10 e 13 junho serão apresentados os espetáculos “Brinquedos e Inventos para Dançar” e “Carta para não mandar ou cantiga interrompida”. A realização deste projeto é da Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

    “Brinquedos e Inventos para Dançar” é um espetáculo de dança contemporânea para crianças. A CONFRARIA DA DANÇA convida a criançada para uma brincadeira de inventar movimentos e palavras, ligar pontos e emaranhar fios. Todos juntos embarcam numa história sem pé nem cabeça, ou melhor: com pés e cabeças dançando pra todo lado. Uma idéia puxa a outra e a dança contamina coadores, bolas de meia, pedacinhos de papel, chaleiras e prateleiras. Cada uma das crianças da platéia imagina o que quiser, reinventa o universo com brinquedo e inventos para dançar.

    O espetáculo será às 16h nos dias 10, 11, 12 e 13 de junho.

    A inquietude do ser é a matéria prima do solo de dança “Carta para não mandar ou Cantiga interrompida”.  Obra aberta – inacabada e inacabável, habita o terreno fértil de pensamento desordenado, fragmentário e lacunar – de quarto desarrumado. O movimento é impregnado pela tensão de frase incompleta, pelo caos desassossegado do pensamento.  Fragmentos que não compõem um verdadeiro todo provocam dúvida e hesitação – o corpo se contradiz; entrega-se intensamente ao desatino, em redemoinho atemporal e prolixo de destroços da memória. A ação discorre sem se completar, como os ruídos que sobem da rua – passos, fiapos de conversas, gente passando, crianças brincando…. Diálogo íntimo e sigiloso compartilha o momento do encontro de si mesmo com o público.  Desfruta as sensações do encontro único e fugaz; o instante.

    Entre os dias 10 e 13 de junho, “Carta…” poderá ser visto sempre às 21h.

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  • 03 mai

    Projeto “Conversação Sobre” e Workshop com Dudude Herrmann

    Está marcado para o dia 15 de maio, entre 11h e 13h30, no CentoeQuatro, o “Conversação Sobre” com Christiana Cavalcanti, Isabel Tica Lemos e Dudude Herrmann. O projeto propõe bate-papos com a comunidade artística de Belo Horizonte e público em geral  sobre o processo criativo de artistas-professores dos “Encontros Práticos”, realizados no Atelier da bailarina Dudude Herrmann, em Brumadinho.

    O primeiro “Encontro Prático” dia 13 de maio, quinta-feira, será ministrado pela bailarina Isabel Tica Lemos (SP). O tema abordado é “Extremo detalhe – estudo sobre respiração e contato”. O outro “Encontro Prático” será realizado dia 14 de maio, sexta-feira, e a bailarina Christiana Cavalcanti (RJ) irá abordar a técnica “Kinomichi”, que retoma movimentos do Aikidô. Os dois “Encontros Práticos” estão marcados das 14h às 18h, no Atelier da artista, e abertos a interessados, dançarinos e atores. O investimento nos “Encontros” é de R$ 150,00 cada e R$ 280,00 para quem fizer os dois.

    O CentoEQuatro, também, irá abrigar um Workshop com Dudude Herrmann, de 17 a 20 de maio, sobre a “Dança Contemporânea e suas questões”. As inscrições estão abertas até o início das aulas.

    Isabel Tica Lemos (SP)

    Graduou-se pela SNDO (School for New Dance Development) em 1987, na Holanda. Introduziu o contato-improvisação no Brasil e ganhou o Prêmio APCA/SP como melhor intérprete – criadora com o espetáculo “AS 10 +”, de 2002. Foi responsável pela cadeira de improvisação da Faculdade de Dança da Universidade Amhembi / Morumbi entre 2000 a 2004. Foi uma das fundadoras do Estúdio Nova Dança e da Cia Nova Dança 4, atuando como diretora, professora e intérprete. Tem uma intensa colaboração artística com Cristiane Paoli-Quito, Lu Favoreto, Georgette Fadel e diversas cias de dança e teatro de São Paulo e outros estados.

    Christiana Cavalcanti (RJ)

    A bailarina iniciou seus estudos de dança clássica e contemporânea no Recife com experiência em diversas companhias e, posteriormente, em São Paulo com nomes importantes da dança. Em 1988 mudou-se para Paris para cursar o Centre National de La Danse de Paris. Neste período atuou como professora de dança contemporânea, coreógrafa, bailarina profissional, além de estudar e trabalhar coreograficamente com Dominique Duszynski, Jean-François Duroure e Jean Sasportes, todos ex- integrantes da Cie Pina Bausch. Ainda em Paris, a artista estudou profundamente o Kinomichi, uma prática corporal que vem complementar o seu trabalho de dançarina e que pontua a partir desse momento toda a pesquisa e construção de seus novos trabalhos e experimentações no campo da dança. O Kinomichi é a combinação da tradição japonesa do Aikidô com noções ocidentais de consciência do movimento e de leveza.

    Dudude Herrmann (MG)

    Bailarina, improvisadora, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança, Dudude Herrmann estuda e trabalha desde a década de 70 a pedagogia de ensino da dança contemporânea. A artista sempre se mostrou à frente de seu trabalho por construir e experimentar com o corpo lugares fomentadores e transformadores das questões do pensar. Seu corpo escuta, registra e escreve a dança que o habita. A artista de dança tem como tônica de seu trabalho a investigação da improvisação e da performance em dança, além de experimentar o diálogo com artistas de áreas afins, como música, teatro, vídeo e artes plásticas.

    Inscrições:
    As inscrições para os Encontros Práticos e para o Workshop devem ser feitas pelos telefones 31 8897 3127 / 31 3283 2422 ou pelo e-mail dudude@dudude.com.br. Não é necessário fazer inscrição para o “Conversação Sobre”.

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  • 27 abr

    Conspiração Gastronômica

    No próximo sábado, dia 01 de maio, o Café 104 vai estar reservado para o jantar de lançamento da OSCIP “Conspiração Gastronômica”. Esta iniciativa esta integrada à 2ª Feira e Fórum de Gastronomia Mineira, realizada entre os dias 27 e 30 de abril no espaço.

    Sábado, 01 de maio
    Café 104
    Jantar para convidados

    Estacionamento próprio – Av. Santos Dumont, 218, Centro. 
    R$ 5,00 (preço único), com serviço de acompanhamento até o seu veículo.

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