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Tag ‘A Balada do Provisório’

  • 09 set

    Entrevista com Felipe David Rodrigues, diretor do longa A Balada do Provisório

    A primeira obra do diretor Felipe David Rodrigues traz a história de André Provisório, um homem melancólico e transitório que se envolve com Mariana, uma atriz de teatro experimental. Como o título sugere, o longa-metragem A Balada do Provisório apresenta um herói imprevisível e que, segundo o diretor, carrega um cansaço imenso do mundo nas costas enquanto mente e seduz. Provisório renuncia, porém, a denominação de clássico malandro carioca porque trabalha, e muito, fazendo bicos.

    O filme de 2012 é uma comédia dramática, gênero curioso pelo aparente antagonismo que sugere. O próprio Felipe fala dessa relação de oposição, “é como se o primeiro anulasse o segundo”, acredita ele. Outro ponto interessante é a escolha da gravação em preto e branco, que evoca uma certa melancolia e, de acordo com o diretor, a opção se deu por uma ideia mais literária do que estética, “queria que A Balada do Provisório fosse um filme com saudade do passado do cinema”.

    Felipe desconstrói um pouco a ideia de que seu filme está inserido dentro do cinema marginal. Segundo ele, esse cinema é apenas “um dos ingredientes d’A Balada do Provisório, mas a intenção era a de fazer um filme clássico, que misturasse vários gêneros de que gosto, quebrando uma certa barreira de que tal escola ou estilo cinematográfico não dialoga com outro”.

    A narrativa é ambientada na cidade do Rio de Janeiro, basicamente entre os bairros do Catete e Laranjeiras. A famosa topografia carioca das praias e dos morros é completamente ignorada no filme, já que seus personagens não frequentam esse tipo de lugar. Eles circulam entre o centro comercial e a Zona Sul, e suas relações com a cidade se dão a partir da necessidade de composição desses personagens.

    A produção conta com um elenco que inclui Edson Zille e Thiare Maia nos papéis principais e foi selecionada para o 8º Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo. Recentemente esteve em exibição no Canal Brasil e agora chega a BH.

    O jovem diretor manda um recado para a plateia mineira dizendo que gostaria de vê-la “despreparada” para assistir seu longa. “Acho que o desarmamento do espectador diante da tela é fundamental pra que um filme possa acrescentar algo”.

    O filme está em cartaz no Cine 104. Confira a programação.

    Entrevista concedida a Eduarda Rodrigues

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