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05 jul
CentoeQuatro é o palco da estreia do espetáculo A Mulher sem Pecado
Leia maisA Cia Arlecchino de Teatro estreia no dia 09 de julho, às 20h30, no CentoeQuatro, com direção de Kalluh Araujo o espetáculo A Mulher Sem Pecado, primeira obra teatral de Nelson Rodrigues, escrita em 1941.
A peça narra o tormento e desassossego de Olegário doente de ciúme de sua bela e jovial mulher, Lídia, que, entre outros artifícios, compra a vigilância de seus empregados para vigiar os passos de Lídia 24h por dia. E é aí que entra a genialidade de Nelson, pois ele faz uma inversão de efeito psicológico: tudo aquilo de que Olegário acusa sua mulher acaba se consumando em seu desfavor; e ele, infelizmente, como Otello de Shakespeare, acaba caindo em desgraça e assim uma tragédia se consuma.
Confira informações sobre a temporada
Ficha técnica
Direção: Kalluh Araujo
Assistente de direção: Luiz de Filippo
Elenco: Paulo Rezende, Ana Luiza Amparado, Alexandre Vasconcelos, Diego Krisp, Magdale Alves, Marcos Eurélio, Ludmila Krisp, Dirlean Loyola e Eliana Esteves.
Produtor: Airam Boa Morte
Produção executiva: Tânia de Filippo
Cenário, figurino, iluminação e sonoplastia: Kalluh Araujo
Supervisor Técnico: Celestino Sobral
Técnico de som: Diogo Torino
Técnico de luz: Pedro Mello
Fotografia: Eliane Torino
Design gráfico: Jeanne RezendeDetalhes
- Início: 05/07/2011
- Fim: 05/07/2011 às
- Lugar: 104
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05 jan
Leia maisCentoeQuatro abriga espetáculos da Cia Produz Ação Cênica que tratam dos males humanos: “Diário de Um Louco”, do ucraniano Nikolai Gogol, dirigido por Glicério Rosário; e “Sonhos”, com texto e direção de Marcos Vogel. Os espetáculos ficam em cartaz durante o mês de janeiro e fazem parte da 37ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.
A Cia Produz Ação Cênica foi formada em novembro de 2003 com objetivo da valorização da ação coletiva através da pesquisa, teórica e prática, produção e o registro da arte e da cultura brasileira em todas as suas vertentes com destaque para as artes cênicas. Suas primeiras montagens evidenciaram temas que mostram o poder do capitalismo para sobrevivência humana, destacada na pobreza social em “Oração para um pé de chinelo”, de Plínio Marcos; o consumismo estético banalizado na comédia que evidencia o tabu das balzaquianas em “O Segredo das Encalhadas”, e a esperteza do homem em querer levar vantagens para obter as conquistas dos outros em “Língua Afiada cinco peças atrevidas”.
Encerrando a década, a Cia levou à cena três últimas montagens com uma trilogia que evidencia os males da humanidade. Os estados psicológicos do homem apresentado nestas montagens perpassam fases importantes e motivações emocionais para a sobrevivência neste mundo de crueldades e obsessão pelo poder capitalista. A peça “Crianças Invisíveis”, texto de Carluty Ferreira (estreante como dramaturgo) apresenta uma discussão atual e importante do papel do indivíduo – “as crianças” – como pensador para a formação humana e sua participação na construção de uma sociedade mais harmoniosa e afetiva.
Em “Diário de um Louco”, de Nikolai Gogol, está estampada a crueldade do homem opressor e oprimido, em busca de solidariedade, compreensão e a retomada de justiça.
Encerrando a trilogia desses males, o grupo estreia na Campanha o espetáculo “Sonhos”. No enredo, o incompreensível mundo das subjetividades, contos, relatos e narrativas, a representação do inesperado, do incontrolável e do inevitável universo do delírio onírico dos sonhos, ou reflexos da realidade humana que vivemos neste mundo?
Confira a sinopse e ficha técnica das montagens que estão em cartaz no CentoeQuatro:
:: Diário de um louco
Axenty Ivanovitch, a encarnação da insignificância, existência pobre e solitária, é apresentado como se o mesmo vivesse em pequeno quarto (seu mundo), onde, em seus delírios, relata a falta de importância para com ele em seu emprego, pateticamente simbolizada pela função que ocupa: funcionário de apontar penas de escrever.
Metáfora sobre a alienação, o texto mergulha profundamente nas causas sociais da loucura mostrando que na cisão entre realidade e desejo, entre o mundo que se oferece para ser vivido e o mundo a que não se tem acesso, cria-se um abismo que cinde a personalidade. Misturando narração e dramatização, a montagem confronta real e ilusório, fazendo a personagem criar um mundo possível para si a partir de restos do mundo a que ela não tem acesso. Não se esquecendo da comicidade do autor, a encenação propõe guardar o que de mais valoroso a história da comédia nos oferece: o trágico.
Representar uma única pessoa que tem a personalidade cindida: um monólogo a dois. O que poderia ser um contra-senso torna-se fundamento da encenação de “Diário de um Louco”, a partir do conto homônimo de Nikolai Gogol. Em nossa encenação do conto de Gogol, reforçamos a solidão e o absurdo a partir de corredores e guichês que percorre.
Ficha Técnica
Realização: Companhia Produz Ação Cênica
Texto: Nikolai Gogol
Supervisão de Texto: Ítalo Mudado
Direção do espetáculo: Glicério Rosário
Atores: Carluty Ferreira e Genilson Mendes
Assistente de Direção e Preparação Corporal: Ana Medeiros
Cenário e figurino: Carluty Ferreira
Iluminação: Felipe Cossi Andrade
Trilha Sonora: Gilberto Mauro
Produção: Carluty Ferreira e Hely Rodrigues
Assessor de Imprensa: Adilson Marcelino
Fotografia: João Teodoro:: Sonhos
“Sonhos”, dirigido por Marcos Vogel, é inspirado na obra-prima do realismo fantástico “O Livro do Sonhos”, de Jorge Luis Borges e coloca em cena contos, relatos e narrativas em linguagem épica. A representação do inesperado, do incontrolável e do inevitável universo do delírio onírico dos sonhos.
A peça revela os conflitos de personagens que apresentam diversas faces: humor, fantasia, emoção e experiências mágicas. Em cena, contos, relatos e narrativas em linguagem épica: a representação do inesperado, do incontrolável e do inevitável universo do delírio onírico dos sonhos. O que afinal são os sonhos? De onde vêm?. Construído a partir da obra de Borges e de experiências pessoais dos atores, o espetáculo traz à cena o realismo fantástico, em que o real e o extraordinário coexistem e os sentimentos passam por diferentes mundos e despertam as mais diversas sensações.
Ficha Técnica
Realização: Companhia Produz
Ação Cênica Texto: Inspirado em “O livro dos Sonhos” de Jorge Luis Borges
Dramaturgia e Direção: Marcos Vogel
Direção musical, arranjos e trilha Sonora: Gilberto Mauro
Elenco: Carluty Ferreira, Genilson Mendes, Patrícia Thomaz e Rogério Alves
Participação especial: Eliane Maris e Wilma Henriques
Cenografia: Carluty Ferreira
Figurino: Carloman Bonfim
Iluminação: Felipe Cosse Andrade
Produção: Carluty Ferreira, Hely Rodrigues e Rogério Alves
Assessoria de Imprensa: Adilson Marcelino
Fotografia: Ricardo S.G.Quem quiser assistir todas as peças que compõem a trilogia, “Crianças Invisíveis” também está em cartaz durante a campanha do SINPARC, consulte no site do evento informações sobre data, local e horário.
Detalhes
- Início: 05/01/2011 às 19:00
- Fim: 28/01/2011 às 19:00
- Lugar: 104
