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12 fev

II MOSTRA DE CINEMA: CULTURA, ARTE E PODER

De 15 a 17 e fevereiro acontece no Cine CentoeQuatro a II Mostra de Cinema: cultura, arte e poder, com entrada gratuita, dentro da programação do Verão Arte Contemporânea 2011.

Com curadoria de Sávio Leite, a mostra trata de semelhanças e especificidades da linguagem audiovisual em filmes que dialogam no eixo da cultura, da arte e do poder. Serão exibidos curtas e longas-metragens de jovens talentos e consagrados diretores cinematográficos brasileiros.

:: CURTAS 01

Fractais Sertanejos – Heraldo Cavalcante – Documentário – 19´- 2009
A história de um operário da construção civil que após um coma torna-se artista, esculpindo obras abstratas que denomina “TudoeNada”, semelhantes aos fractais estudados na física e matemática do caos.

Fuloresta do Samba– Marcelo Pinheiro – 26´- Documentário –  2004 – PE
O documentário mostra a trajetória de Siba Veloso e integrantes dos mais tradicionais maracatus e cirandas da região da Zona da Mata Norte pernambucana. Músicos que sairam do corte da cana para se tornarem artistas “pop”.

Convite para jantar cpm camarada Stalin– Ricardo Alves júniorArgentina/Brasil  2007 , Ficção – 16/35mm , 10min
Entre o sonho e a morte OIga e Marilu esperam um convidado para Jantar.

:: CURTAS 02

De volta ao quarto – Gustavo Spolidoro – Documentário – 15´- 2008
Qual o futuro do cinema? Em 1982, em Cannes, Wim Wenders convidou diversos cineastas a responderem esta pergunta. 26 anos depois, a pergunta continua a mesma, mas Wenders está do outro lado da câmera.

Ana Beatriz – Clarissa Cardoso – Ficcção – 9´- 2008
Ana Beatriz e Paulo Roberto ainda não se conhecem, mas foram feitos um para o outro. E desde cedo o dia promete… ser igual a outro qualquer. Filme baseado no conto homônimo de Juliano Cazarré.

O anão que virou gigante - Marão – Animação – 10´- 2009
A improvável – todavia autêntica – história do anão que virou gigante.
Prêmios:
3º Lugar no Anima Mundi 2010, Melhor direção no Cine PE 2009, Prêmio Aquisição Porta Curtas no Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2009, Menção honrora para roteiro no Iguacine – Festival de Cinema de Nova Iguaçu 2009, Melhor Animação no Vitória Cine Vídeo 2009, Melhor Animação 2D no AnimaSerra – Festival Nacional de Cinema de Animação de Teresópolis 2008, Melhor Filme – Júri Popular no FestCine Amazônia 2009, Melhor Filme – Júri Popular no Festival Comunicurtas 2009, Melhor Animação 2D no Festival de Cinema e Vídeo de Muriaé 2008, Melhor Animação no Festival do Juri Popular 2010, Melhor Roteiro no Granimado Festival Brasileiro de Animação 2008, Melhor Animação – Júri Popular no Mosca – Mostra audiovisual de Cambuquira 2009, Melhor Filme – Júri Popular no Mosca – Mostra audiovisual de Cambuquira 2009, Melhor Animação, Melhor direção e Melhor Roteiro no Curta Taquary 2009, Melhor Animação Brasileira no Mumia – Mostra Udigrudi Mundial de Animação 2009.

Aula de yoga nº 34 – Gordeeff & Cláudio Roberto – Animação – 5´- 2009
Um praticante de Yoga tenta fazer seus exercícios em um ambiente mais natural, porém, encontra alguns imprevistos…

O divino, de repente – Fábio Yamaji – 6´20´´ – Animação –  SP – 2009
Ubiraci Crispim de Freitas, personagem real conhecido por Divino, canta repentes e conta sua vida neste documentário animado com ficção experimental. Além do live-action, várias técnicas artesanais de animação, sem uso de computador, compõem o filme: flipbook, desenho animado, rotoscopia, pixilation e stop motion.

Prêmios: Melhor Animação Brasileira – Júri Popular – 17º Anima Mundi/SP; 2º Lugar – Animação Brasileira – Júri Popular – 17º Anima Mundi/RJ; 10 Melhores pelo Júri Popular – 20º Festival Internacional de Curtas/SP; Prêmio Porta Curtas – 20º Festival Internacional de Curtas/SP; Menção Especial da ABD-SP – 20º Festival Internacional de Curtas/SP; Melhor Montagem – 2º Mostra Marilia de Cinema/SP; 1º Lugar – 21ª Mostra de Vídeo Santo André/SP; Prêmio RTP2 Onda Curta – Curta Cinema/RJ; Prêmio do Júri – 6º Amazonas Film Festival/AM; Melhor Trilha Sonora -16º Victoria Cine Vídeo/ES; Melhor Documentário – 17º Festvodeo de Teresina/PI; Menção Honrosa – I Mostra Juliette de Cinema/PR; Melhor Animação – 7º FestCine Amazônia/RO.

Pastoreio – Alexandre R. Garcia – Documentário – 17´- 2009
A rotina do trabalho de Laudelino, pastor de ovelhas no Parque Barigüi em Curitiba há quase 20 anos, em meio à região urbana e inúmeras pessoas que praticam esportes ou passam suas horas de lazer.

:: CURTAS 03

Pólis – Marcos Pimentel – Documentário, 35mm, 22 min., Cor, Dolby Digital, Brasil – MG, 2009
Um dia qualquer, uma cidade comum. O horror e o sublime do urbano em constante transformação, numa era onde não há nada acabado, definitivo. Construção e destruição, sístole e diástole expressas na poética da pólis contemporânea.

Último retrato – Abelardo de Carvalho – Documentário – 7´- 2010
Um fotógrafo, doze crianças e um único tema.

Teatro da alma – Deby Brennand Mendes – Ficção – 15´- 2009
Jogue fora as luzes, as definições. Diga o que vê na ecuridao. Numa constante vigília entre diferentes realidades, a personagem busca respostas em seu inconsciente. Teatro da Alma é um filme experimental, cheio de símbolos e metáforas.

www.teatrodaalma.blogspot.com

Cães – Adler Paz e Moacyr Gramacho – 15’29” – 2008 – Ficção – Brasil
Um pai, um filho. Dois pontos de vistas. Um encontro, o encontro. A rotina do trabalho de Laudelino, pastor de ovelhas no Parque Barigüi em Curitiba há quase 20 anos, em meio à região urbana e inúmeras pessoas que praticam esportes ou passam suas horas de lazer.

:: CURTAS 04

Oigo tu grito (Ahendu  nde sapukai) – Pablo Lamar – Paraguai / Argentina – Ficção – 11´- 2008
A colina, o rancho, o homem.
Prêmios:
Melhor Curta, BAFICI, Buenos Aires, Argentina
Melhor curta Tampere Film Festival – Finlândia – 2009
Selecionado para a Semana da Crítica em Cannes, França, 2008.

Monstro invisível- Cavi Borges, Gustavo Melo e Luciana Bezerra – 5´- RJ – 2009
Videoclipe da banda O Rappa.

Kombucha – Sávio Leite – Experimental – 2´- 2009
Um biofilme resultado de uma simbiose complexa entre espécimes de bactérias e leveduras.
Experimental – Bolívia – Brasil – 2009

:: LONGAS

Terras – Maya Da-Rin – 75´- 2009
Na fronteira tríplice entre Brasil, Colômbia e Peru, as cidades gêmeas Letícia e Tabatinga formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amazônica. As delimitações territoriais são muitas vezes encobertas pela densa vegetação e as fronteiras se confundem nos corpos e rostos de seus moradores. Terras acompanha o ritmo deste lugar de encontro e passagem, aproximando-se do cotidiano de seus habitantes.

Terra deu, terra come– Rodrigo Siqueira – 88´- 2008.
Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais. Com uma canequinha esmaltada, ele joga as últimas gotas de cachaça sobre o cadáver já assentado na cova: “O que você queria taí! Nós não bebeu ela não, a sua taí. Vai e não volta pra me atentar por causa disso não. Faz sua viagem em paz”.

Dessa maneira acaba o sepultamento de João Batista, após 17 horas de velório, choro, riso, farra, reza, silêncios, tristeza. No cortejo, muita cantoria com os versos dos vissungos, tradição herdada da áfrica. Descendente de escravos que trabalhavam na extração de diamantes, nas Minas Gerais do tempo do Brasil Império, Pedro é um dos últimos conhecedores dos vissungos, as cantigas em dialeto banguela cantadas durante os rituais fúnebres da região, que eram muito comuns nos séculos 18 e 19.

Garimpeiro de muita sorte, Pedro já encontrou diamantes de tesouros enterrados pelos antigos escravos, na região de Diamantina. Mas, o primeiro diamante que encontrou, há 70 anos, o tio com quem trabalhava o enterrou e morreu sem dizer onde. Depois disso, vive sempre em uma sinuca: para reencontrar o diamante só se invocar a alma de seu tio João dos Santos. “É um diamante e tanto, você precisa ver que botão de mágoa.” Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro: João Batista tinha pacto com o Diabo?; O Diabo existe?; estamos sozinhos, ou as almas também estão entre nós?; como Deus inventou a Morte?

A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, uma auto-mise-en-scène instigante. No filme, não se sabe o que é fato e o que é representação, o que é verdade e o que é um conto, documentário ou ficção, o que é cinema e o que é vida, o que é africano e o que é mineiro, brasileiro.

http://terradeuterracome.com.br

Filmefobia - Kiko Goifman – 80´- 2008
Jean-Claude (Jean-Claude Bernardet) é o diretor de um documentário que explora os limites psicológicos das pessoas, colocando-as diante de suas fobias. Fobia de avião, de cobras, de sangue, de agulhas, de pombos, de penetração.

Vencendor de 5 candangos no festival de Brasília em 2008 (Melhor Filme pelo Juri Oficial, Melhor Filme pela Crítica, Melhor Montagem, Melhor Atror e Melhor Direção de Arte). Filmefobia ganhou o Script Development Award do Fundo Hubert Bals e participou do Cinemart Film Market no Festival de Rotterdam em 2007 e foi comtemplado com o pr~emio de produção do World Cinema Fund (Festival de Berlim).

Participou de seguintes festivais: Festival de Locarno 2008, Festival de Copenhagen – CPH:DOX 2008, Festival de Havana 2009, Festival de Rotterdam 2009, Festival Internacional de Miami 2009, Festival de Cine de las Palmas e BAFICI – Festival Internacional de Buenos Aires em 2009.

http://www.filmefobia.com.br/

:: RETROSPECTIVA EDER SANTOS

A Escolha de Netuno – Éder Santos – 15´- 2003
Descrito pelo diretor como “uma carta para Amsterdã”com imagens exuberantes, texto elíptico e uma assombrosa colagem sonora, o vídeo explora as impressões do artista sobre a cidade cosmopolita. Definindo Amsterdã através de sua histórica e contemporânea relação com a água, Santos celebra o ritmo e rotina da cidade do ponto de vista de um estrangeiro. O trabalho foi criado durante uma residência que o artista participou do World Wide Video Festival.

Essa Coisa Nervosa – Éder Santos – 16´- 1991
Este vídeo faz parte de uma trilogia sobre o entendimento entre os homens (diferenças de temperamento e cultura), iniciada com Não Vou à África Porque Tenho Plantão e concluída com Enredando as Pessoas. É um momento de transição, de ‘indigestão’ espiritual que pode ocorrer nas culturas mediatizadas. “Perdidos em nossas criações, precisamos de artifícios, como jornais e outros meios, para simular o conhecimento do mundo ao nosso redor. Assim, criamos heróis, cidades, caracteres, ícones e monumentos. O resultado é ‘Essa coisa nervosa’, essa imagem que para este rápido diálogo, esta leitura dinâmica e superficial da essência da condição humana”.

Janaúba – Éder Santos – 17´- 1993
Imagens lacônicas contam uma história onde homens e animais vivem a despeito da imensa aridez. Um sol vermelho dourado, característico do Norte de Minas Gerais, parece estar simultaneamente em vários pontos do céu. Todo movimento e toda ação consomem-se num esforço desprovido de aventura ou recompensa.

Mentiras e Humilhações – Éder Santos – 4´- 1988
Trabalho lírico que mistura linguagem poética e imagens em Super-8, trazendo à memória lembranças e fantasmas do passado. Visões que chamam de volta experiências de infância são mixadas como aparições dentro de imagens do presente e um poema de Carlos Drummond de Andrade, Liquidação, se converte a uma ladainha de denúncia que salienta a falta de capaciddade do passado para lidar com o futuro.

Não vou a África porque tenho plantão – Éder Santos – 8´ – 1990
Miscelânea de imagens, música e texto, (des) articulados na perspectiva de (des) construção de uma nova antropologia. Legendas deixam de ser meros caracteres portadores de explicação para surgirem como imagens gráficas com identidade própria dentro da obra.

Tumitinhas – Éder Santos – 5´- 1998
Tumitinhas traz para o vídeo um poema de Sandra Penna, inspirado em uma canção infantil, que fala sobre a separação de um casal.Subvertendo a solução ideal e as rimas perfeitas das cantigas de roda, o vídeo poema expõe os aspectos inerentes à vida amorosa : Os sentimentos contraditórios, lembranças imperfeitas e o tempo impreciso.

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